Um grande escritor francês disse certa vez que “Se cinquenta milhões de pessoas dizem uma grande besteira, continua sendo uma grande besteira”. Essa frase contraria os argumentos presentes nos textos argumentativos, que se apoiam no(a)
- A)autoridade de algumas pessoas no assunto discutido.
Errada, porque a frase não discute apoio em autoridades, mas sim o erro de tomar a maioria como prova de verdade.
- B)estatísticas que comprovam por estudos as teses defendidas.
Errada, porque estatísticas e estudos podem ser bons argumentos, mas a questão trata da falsa ideia de que muita gente concordar já basta.
- C)opinião dos emissores das teses defendidas.
Errada, porque a opinião do emissor é apenas uma tese, e não o fundamento que a frase critica.
- D)bom-senso, como origem de verdades generalizadas.
Errada, porque bom-senso pode aparecer como recurso argumentativo, mas não é isso que o enunciado contrapõe à frase citada.
- E)pensamento idêntico de muitas pessoas.
Certa, porque a frase combate a ideia de que uma verdade se valida pelo fato de muitas pessoas pensarem igual.
Gabarito: E
Em textos argumentativos, voce tenta convencer o leitor com razões, dados, exemplos, autoridade especializada ou lógica. A ideia central é sustentar uma tese, e não apenas repetir o que muita gente acha. Em outras palavras: argumento bom não vira verdade só porque ganhou torcida. A frase do enunciado critica justamente a falácia do apelo à maioria, também chamada de argumento ad populum. O fato de muitas pessoas repetirem uma afirmação não a torna verdadeira. Quantidade de vozes não substitui qualidade do argumento, e essa é a provocação da citação. Por isso, o gabarito é a letra E. Os textos argumentativos não se apoiam no pensamento idêntico de muitas pessoas como prova de verdade, porque consenso não é sinônimo de correção. Em vez disso, a força do texto está na justificativa racional da tese, e não no coro da multidão. Se quiser guardar a ideia em uma linha: em argumentação, número de adeptos não vale como prova. O que vale é a consistência do raciocínio, a pertinência das evidências e a força da relação entre premissas e conclusão.