Assinale a frase em que o termo sublinhado mostra uma classe gramatical diferente das demais.
- A)O inútil, aqui, é o mais necessário
Errada, porque em "o mais necessário" o termo "mais" funciona como advérbio de intensidade, reforçando o adjetivo "necessário".
- B)Percorra os parques da cidade com mais tempo e você encontrará belas estátuas históricas.
Certa, porque em "mais tempo" o termo indica quantidade e acompanha um substantivo, não exercendo a mesma função das demais ocorrências.
- C)Seja sempre mais esperta que as pessoas que a contrataram.
Errada, porque em "mais esperta" o termo "mais" intensifica o adjetivo "esperta", com valor adverbial.
- D)Pensar é o trabalho mais duro que há.
Errada, porque em "mais duro" o termo "mais" também atua como advérbio de intensidade, modificando o adjetivo "duro".
- E)Se você quer ficar mais rico, acorde cedo, trabalhe muito e ache petróleo.
Errada, porque em "mais rico" o termo "mais" intensifica o adjetivo "rico", mantendo o mesmo valor das alternativas A, C e D.
Gabarito: B
A palavra "mais" costuma aprontar em prova porque ela não tem uma única função fixa: depende do contexto. Em geral, ela pode funcionar como advérbio de intensidade, como em "mais rica", "mais duro" e "mais necessário", reforçando o adjetivo que vem depois. É o clássico "um pouco a mais", só que com roupa de gramática. Quando "mais" acompanha um substantivo, como em "mais tempo", ele deixa de ser intensificador de adjetivo e passa a indicar quantidade. Nesse caso, a banca costuma tratá-lo como pronome indefinido ou quantificador, já que equivale a "tempo adicional" ou "quantidade maior de tempo". Por isso, o gabarito é a letra B: em "com mais tempo", o termo sublinhado não tem a mesma classe das demais ocorrências. Nas alternativas A, C, D e E, "mais" intensifica um adjetivo; em B, ele quantifica um substantivo. Em concurso, essa diferença de função sintática e de classe gramatical é exatamente o tipo de detalhe que a FGV adora explorar.