Assinale a frase em que o vocábulo MAIS mostra valor de término ou cessação de uma ação ou estado.
- A)A beleza não é mais do que a promessa de felicidade.
Errada, porque "mais" tem valor comparativo/explicativo em "não é mais do que", e não ideia de cessação.
- B)Digam o que quiserem, mas a breguice é mais divertida.
Errada, porque "mais divertida" indica comparação de intensidade, não término de estado ou ação.
- C)O grande ídolo das mulheres não é mais a moda.
Certa, porque "não é mais" expressa cessação: a moda deixou de ser o ídolo das mulheres.
- D)(E) Com frequência os carros custam mais do que valem.
Errada, porque "mais do que valem" retoma comparação de preço/valor, sem sentido de fim.
- E)O lugar onde as mulheres ficam mais alegres é o shopping.
Errada, porque "mais alegres" é um intensificador comparativo, e não um "mais" de cessação.
Gabarito: C
O vocábulo "mais" pode aparecer com valores bem diferentes, e a banca adora testar isso. Às vezes ele indica comparação quantitativa ou intensificação, como em "mais divertido" ou "mais alegres". Em outros contextos, porém, ele vale como ideia de término, cessação ou desaparecimento de um estado: algo deixou de ser aquilo. Aqui está o ponto central da questão. Na frase "O grande ídolo das mulheres não é mais a moda", o "mais" entra na estrutura "não é mais", que sinaliza que a moda deixou de ocupar a posição de ídolo. Ou seja, houve cessação de um estado anterior. É como dizer: antes era, agora não é. Esse é o uso clássico de "mais" com valor temporal/cessativo, muito cobrado em interpretação e semântica. As outras alternativas usam "mais" em sentido de comparação ou intensidade, não de fim de ação ou estado. Então, cuidado: a mesma palavrinha muda de roupa conforme o contexto. Em português de prova, o contexto manda mais do que a aparência da palavra. Por isso, o gabarito é a letra C: o "mais" não compara nem intensifica, mas marca que a moda deixou de ser o ídolo das mulheres.