Todas as frases abaixo mostram a passagem de uma forma verbal para uma forma nominal; assinale a frase em que essa mudança foi feita de forma adequada.
- A)Criar uma pequenina flor é um trabalho de eras. / A criatividade de uma pequenina flor é um trabalho de eras.
Errada, porque "criatividade" não corresponde ao sentido de "criar" nesse contexto, alterando a ideia original da frase.
- B)As flores apareceram na Terra, e os pássaros começaram a cantar. / As flores apareceram na Terra e os pássaros começaram a cantiga.
Errada, porque "cantiga" é substantivo de outro sentido e não equivale à ação de "cantar"; a frase fica semanticamente deslocada.
- C)Para a pedra atirada, cair não é um mal, nem subir um bem. / Para a pedra atirada, o caimento não é um mal, nem a subida um bem.
Errada, porque "caimento" não é a nominalização adequada de "cair" nesse contexto e ainda soa pouco natural na construção.
- D)A flor não nasceu para decorar a casa. / A flor não nasceu para que se decore a casa.
Errada, porque a reescrita com "para que se decore" mantém uma oração verbal, não faz a passagem adequada para forma nominal.
- E)Sabei que o segredo das artes é corrigir a natureza. / Sabei que o segredo das artes é a correção da natureza.
Certa, porque "corrigir" foi corretamente transformado em "correção", preservando o sentido da frase original.
Gabarito: E
A questão cobra a passagem de uma ideia verbal para uma forma nominal, isto é, a troca do verbo por um substantivo ou expressão substantiva equivalente. Em prova, isso costuma aparecer como reescrita do enunciado, e a regra principal é simples: a frase nova precisa preservar o sentido da original sem criar estranhezas de regência, concordância ou significado. Aqui, a alternativa correta é a que transforma "corrigir" em "correção". O trecho original diz: "o segredo das artes é corrigir a natureza". Na versão nominal, fica natural dizer: "o segredo das artes é a correção da natureza". O verbo foi convertido em substantivo abstrato, e a estrutura manteve o mesmo valor semântico. As outras opções escorregam porque trocam a forma verbal por palavras que não equivalem ao verbo original ou criam construções artificiais. Em banca FGV, isso é bem comum: ela gosta de testar se você percebe que nominalização não é enfeitar a frase, mas manter a mesma ideia com outra classe gramatical. Em resumo, pense assim: verbo vira nome, mas o sentido não pode virar outra coisa. Aqui, a substituição foi feita de modo fiel e elegante, sem tropeço de gramática ou de significado.