Observe o texto abaixo: “Pedrinho é uma criança de 6 anos e é obeso. A obesidade infantil é um grave problema atual.” O tipo de argumento lógico aplicado nesse texto é
- A)o estabelecimento de uma analogia.
Errada, porque não há comparação entre dois elementos semelhantes para construir o argumento.
- B)o processo dedutivo de raciocínio.
Errada, pois o trecho não apresenta premissas para chegar a uma conclusão formal por dedução.
- C)a relação de causa e consequência.
Errada, já que o texto não explica uma causa que produza uma consequência.
- D)a utilização de uma generalização.
Certa, porque parte de um caso particular para sustentar uma afirmação geral sobre a obesidade infantil.
- E)o uso do critério de autoridade.
Errada, porque não há citação de especialista, estudo ou autoridade reconhecida.
Gabarito: D
Aqui a banca quer saber qual tipo de argumento lógico aparece no trecho. Repare que o texto começa com um caso concreto: “Pedrinho é uma criança de 6 anos e é obeso”. Em seguida, amplia a ideia para uma afirmação geral: “A obesidade infantil é um grave problema atual”. Isso é típico de generalização: parte-se de um exemplo específico para sustentar uma conclusão mais ampla. Esse raciocínio é muito comum em textos argumentativos: você apresenta um caso, um dado ou uma situação particular e, a partir daí, sugere que aquilo representa um fenômeno maior. Não é uma prova matemática, mas um movimento persuasivo muito usado na interpretação de texto. Por isso, o gabarito é a letra D. O enunciado não está comparando coisas parecidas, nem mostrando causa e efeito, nem apelando para especialista. Ele usa um caso individual para chegar a uma conclusão geral sobre um problema social. Em prova da FGV, vale ficar atento a esse detalhe: quando o texto vai do particular ao geral, a ideia costuma ser de generalização. Parece simples, mas é justamente aí que a banca gosta de testar seu olho clínico.