As frases listadas a seguir apresentam orações adjetivas. Assinale a frase em que a substituição da oração adjetiva por um adjetivo de significado equivalente foi feita de forma adequada.
- A)As verdades que consolam devem ser demonstradas duas vezes. / consoláveis.
Errada, porque "consoláveis" indica algo que pode ser consolado, e não reproduz o sentido de "que consolam".
- B)A verdade é uma ambição que está além de nós. / inatingível.
Certa, porque "inatingível" equivale bem à ideia de algo que está além de nós, isto é, fora do alcance.
- C)A verdade é uma mentira que ainda não foi desmascarada. / honesta.
Errada, porque "honesta" não corresponde ao sentido de "que ainda não foi desmascarada".
- D)A verdade que sobrevive é apenas a mentira mais agradável de acreditar. / vital.
Errada, porque "vital" significa relacionado à vida ou essencial, e não substitui adequadamente "que sobrevive".
- E)Jamais diga uma mentira que não possa provar. / inquestionável.
Errada, porque "inquestionável" significa indiscutível, o que não equivale a "que não possa provar".
Gabarito: B
A questão trabalha a troca de uma oração adjetiva por um adjetivo de sentido equivalente. A oração adjetiva costuma vir introduzida por pronome relativo, como "que" ou "cujo", e funciona como um modificador do substantivo, detalhando sua característica. Quando a banca pede equivalência, você precisa ver se o adjetivo escolhido mantém a mesma ideia sem forçar a frase. Na alternativa correta, "A verdade é uma ambição que está além de nós" passa a ideia de algo fora do nosso alcance, impossível de atingir. Por isso, "inatingível" encaixa bem: mantém o sentido de algo que não pode ser alcançado. Aqui, a substituição respeita o valor semântico da oração adjetiva, que é o ponto central da questão. Nas outras opções, o adjetivo escolhido até parece elegante, mas muda o sentido original. A FGV gosta muito dessa troca de roupa enganosa: a frase continua bonita, mas o sentido sai pela porta dos fundos. Então, quando houver oração adjetiva, pense primeiro no significado exato e só depois no adjetivo correspondente. Não há um "artigo de lei" aqui, porque é matéria de língua portuguesa. O fundamento é gramatical: substituição por equivalência semântica entre oração adjetiva e adjetivo derivado ou de sentido próximo.