Um orador começou seu discurso no Parlamento do seguinte modo: Um antigo professor meu dizia que um discurso deve ser como uma minissaia: quanto mais curto, melhor! Nesse caso, a estratégia de atrair o público para a fala do orador, foi a de
- A)despertar curiosidade.
Errada, porque a frase não explora curiosidade sobre algo oculto, e sim uma graça imediata para prender a atenção.
- B)criar suspense.
Errada, porque não há construção de expectativa gradual nem segredo a ser revelado depois.
- C)causar impacto.
Errada, porque o impacto existe, mas o objetivo dominante é divertir e descontrair, não apenas chocar.
- D)fazer humor.
Certa, porque o orador usa uma comparação engraçada e inesperada para conquistar o público logo no início.
- E)provocar emoção.
Errada, porque o enunciado não busca comover, sensibilizar ou provocar sentimento afetivo intenso.
Gabarito: D
A questão trabalha a forma de iniciar um discurso para prender a atenção do público. Em textos orais, especialmente em situações públicas como um parlamento, o começo precisa chamar a plateia para a fala, e isso pode acontecer por surpresa, ironia, contraste ou graça. Aqui, o orador abre com uma comparação inesperada entre discurso e minissaia, o que quebra a expectativa e provoca riso imediato. Perceba que a frase não serve para informar, emocionar profundamente ou criar tensão narrativa. O efeito principal é de leveza e descontração, fazendo o público simpatizar com quem fala logo no primeiro momento. Em provas de interpretação, quando há uma abertura espirituosa, com comparação inusitada e tom de brincadeira, a banca costuma querer que voce identifique o humor como estratégia de aproximação. Por isso o gabarito é a letra D. O orador usa uma observação engraçada e espirituosa para capturar a atenção da plateia. Não há suspense, porque não existe expectativa de desfecho; não há emoção no sentido afetivo forte; e o impacto até existe, mas como efeito secundário da piada, não como finalidade principal.