Assinale a frase em que a grafia do “porquê” está correta.
- A)Você certamente sabe por que acreditar num deus.
Certa: “por que” está bem empregado, com sentido de “por qual razão”, ligado ao verbo “acreditar”.
- B)Gostaria de saber porque as pessoas boas dormem melhor à noite do que as pessoas más.
Errada: aqui o correto seria “por que” ou “porque”, conforme a relação de sentido, mas “porque” não se encaixa dessa forma no início da oração.
- C)Muita luz também é ruim por que não deixa ver.
Errada: o correto é “porque”, já que a expressão introduz explicação ou causa.
- D)Amaria saber por quê não acreditar em Deus.
Errada: antes de pausa e no fim de frase usa-se “por quê”, não “porquê”.
- E)Deus criou o homem porquê ficou desapontado com o macaco.
Errada: “porquê” é substantivo e exigiria contexto nominal, como artigo ou determinante, o que não ocorre aqui.
Gabarito: A
A grafia de “porquê” depende da função na frase. Em concursos, vale lembrar quatro formas: “por que” (separado, geralmente em perguntas ou com sentido de “pelo qual”), “porque” (junto, conjunção explicativa ou causal), “por quê” (separado e com acento quando vem no fim da frase ou antes de pausa forte) e “porquê” (junto e com acento, funcionando como substantivo, com sentido de “motivo” ou “razão”). Na alternativa A, a forma está correta porque aparece em uma construção equivalente a “por que motivo” ou “por qual razão”: “Você certamente sabe por que acreditar num deus.” Aqui, “por que” introduz a ideia de motivo da ação “acreditar”, e não cabe “porque” nem “porquê”. A banca costuma cobrar isso com frases parecidas, então a dica é olhar a função da expressão no contexto, não só a aparência. Se der para substituir por “motivo” ou “razão”, há grande chance de ser “porquê” com artigo. Se a ideia for pergunta, causa, explicação ou fim de frase, a escolha muda. É aquela prova clássica em que a banca mistura tudo para ver se você tropeça na gramática ou no cansaço.