Assinale a frase em que ocorre ambiguidade motivada pela ordem dos termos.
- A)O cliente elogiou o médico.
Errada, porque a ordem normal dos termos deixa claro que o cliente praticou a ação de elogiar o médico.
- B)O médico elogiou o cliente.
Errada, porque também há clareza sintática: o médico é o sujeito e o cliente é quem recebe o elogio.
- C)O cliente o médico elogiou.
Certa, porque a disposição dos termos permite duas leituras, gerando ambiguidade sobre quem elogia quem.
- D)O cliente ao médico elogiou.
Errada, porque a preposição "ao" ajuda a marcar a relação entre os termos e reduz a ambiguidade.
- E)Ao cliente o médico elogiou.
Errada, porque o termo inicial preposicionado orienta a interpretação e não cria dupla leitura relevante.
Gabarito: C
Ambiguidade ocorre quando uma frase permite mais de uma leitura, e isso pode acontecer por causa da ordem dos termos. Em português, a posição das palavras importa muito: sujeito, objeto e adjuntos podem trocar de lugar e embaralhar quem faz o quê. Em prova, a banca gosta de testar isso com frases curtinhas, porque nelas a falta de marcas claras de função sintática pode abrir duas interpretações. Na frase da alternativa C, a ordem dos termos permite ler de dois jeitos: o cliente elogiou o médico ou o médico elogiou o cliente. Como não há uma estrutura que deixe a função de cada termo totalmente fixa, a frase fica ambígua. O problema não é vocabulário difícil, é pura organização da oração. Nas demais alternativas, a ordem ou os conectivos deixam a relação entre os termos mais clara, sem dupla leitura relevante. Por isso, só a letra C apresenta a ambiguidade pedida. Em gramática normativa, isso se relaciona ao estudo da sintaxe e da disposição dos termos na oração, tema bem explorado em questões de interpretação e reescrita. A sacada para a prova é simples: se a frase deixa dúvidas sobre quem praticou a ação, desconfie da ordem dos termos. A FGV adora essa pegadinha elegante: uma frase curta, aparentemente inocente, mas com duas leituras escondidas no mesmo lugar.