Assinale a frase que mostra inadequação na forma verbal.
- A)Tomara que adquiras consciência da tua situação.
Está correta, porque “tomara que adquiras” usa adequadamente o presente do subjuntivo após uma expressão de desejo.
- B)Se você a ver por aqui, previna-a do perigo.
Está errada, porque após “se” deveria aparecer o futuro do subjuntivo de “ver”, que é “vir”, e não a forma “ver”.
- C)Tomara que não nos advenham problemas.
Está correta, pois “advenham” é a forma adequada do presente do subjuntivo de “advir” em oração optativa.
- D)Ele dirá o que lhe couber dizer.
Está correta, já que “couber” é o futuro do subjuntivo de “caber”, empregado corretamente após “o que”.
- E)Teremos aula se houver alunos por lá.
Está correta, porque “houver” é a forma correta do futuro do subjuntivo de “haver” na ideia de existência.
Gabarito: B
A questão cobra concordância e regência verbal em formas que costumam derrubar muita gente: alguns verbos mudam completamente no futuro do subjuntivo e no presente do subjuntivo, e não basta “sentir” que a frase está boa. Em português, verbos como ver, vir, haver, advir e caber exigem atenção especial porque suas formas derivadas nem sempre acompanham o modelo mais comum da língua. Na frase da alternativa B, o problema está em “Se você a ver por aqui”. Depois de “se”, o verbo deve aparecer no futuro do subjuntivo, que em “ver” é “vir”: o correto seria “Se você a vir por aqui, previna-a do perigo”. O uso de “ver” aí mistura tempos verbais e quebra a estrutura da oração condicional. As demais alternativas estão corretas: “adquiras” e “advenham” estão no presente do subjuntivo, “couber” está no futuro do subjuntivo, e “houver” também está na forma adequada para indicar hipótese. A banca FGV gosta muito desse tipo de detalhe, em que a frase parece elegante, mas esconde um verbo fora do tempo certo. Resumo de ouro: depois de “se”, fique de olho no futuro do subjuntivo; e com certos verbos irregulares, a forma certa não é a mais intuitiva. Na prova, a gramática adora essas pequenas armadilhas.