A campa de um cemitério trazia a seguinte inscrição: DESCANSE EM PAZ! Essa frase representa
- A)um aviso da administração do cemitério.
Errada, porque a frase não tem caráter de aviso administrativo nem de comunicado oficial do cemitério.
- B)o último desejo do falecido.
Errada, porque não se trata de uma vontade do falecido, já que a inscrição é dirigida a ele e normalmente expressa a fala de quem permaneceu.
- C)o desejo da família para o morto.
Certa, porque a inscrição traduz um desejo afetuoso da família em relação ao morto.
- D)a vontade de Deus para quem morre.
Errada, porque a frase não expressa doutrina religiosa nem uma vontade divina, mas uma mensagem humana de despedida.
- E)um comunicado para quem visita a campa.
Errada, porque o texto não é um recado ao visitante da campa, e sim uma mensagem destinada ao falecido.
Gabarito: C
A questão trabalha interpretação de texto e, mais especificamente, a identificação do enunciador real de uma mensagem curta. Quando você lê uma inscrição em uma campa, precisa pensar em quem, com mais probabilidade, teria escrito aquela frase e com qual intenção. Aqui, a expressão "Descanse em paz!" funciona como uma fórmula de despedida, afeto e homenagem ao falecido, típica de familiares, amigos ou pessoas próximas. O ponto central é que a frase não é um comando administrativo nem um comunicado ao visitante. Ela expressa um desejo direcionado ao morto, algo como uma mensagem de paz e consolo para quem partiu. Em leitura de prova, isso é decisivo: o texto é curto, mas o sentido social da inscrição revela a intenção de quem a colocou ali. Por isso, o gabarito é a letra C. A frase representa o desejo da família para o morto, porque a campa é o lugar de memória e homenagem, e a inscrição traduz uma atitude afetiva de quem ficou. Em termos de interpretação, o foco não está no valor literal de "descanse", mas no contexto de enunciação: uma mensagem funerária costuma materializar o sentimento dos vivos em relação ao falecido. Se você pensou em algo mais institucional, caiu numa armadilha comum da FGV: ela adora trocar a leitura contextual por uma leitura apressada do texto. Aqui, basta observar que a frase tem tom de saudação póstuma, não de instrução administrativa.