Assinale a frase cujo termo sublinhado está mal-empregado.
- A)Não havia nada na sala senão lixo.
Correta: "senão" tem valor de exceção e está bem empregado em contraste com "nada".
- B)Ele não tinha mais para aonde ir.
Errada: o correto, nesse contexto, é "para onde", pois "para aonde" fica inadequado e redundante.
- C)Ele viajou cerca de dez dias à procura do cachorro perdido.
Correta: "cerca de dez dias" indica aproximação de quantidade e está usado corretamente.
- D)Eles não vieram ao encontro, por quê?
Correta: "por quê" aparece corretamente no fim da frase, com acento por estar em posição tônica.
- E)Ficaram ricos graças ao prêmio da loteria.
Correta: "graças ao prêmio" exprime causa favorável e está de acordo com a norma-padrão.
Gabarito: B
A questão cobra o uso correto de palavras e expressões que parecem semelhantes, mas não são. Em prova de Gramática, a banca gosta de testar se voce sabe quando usar "onde", "aonde", "para onde" e companhia. Parece detalhe, mas é justamente aí que a FGV adora apertar o parafuso. Na alternativa B, o trecho "para aonde" está mal empregado. O verbo "ir" já indica movimento, e o termo adequado, nesse contexto, é "para onde". Em português-padrão, "aonde" aparece com ideia de destino ligada a verbo de movimento, mas não se combina bem com a preposição "para", porque isso gera uma redundância sem necessidade. Em linguagem de concurso: quando houver a ideia de deslocamento com destino, pense na regência do verbo e na preposição que já veio antes. Se a construção já traz "para", normalmente a forma esperada é "para onde", e não "para aonde". É o tipo de ajuste fino que faz a frase ficar elegante e correta. As demais alternativas estão adequadas. Portanto, o gabarito é B porque nela há um emprego inadequado da expressão interrogativa/relativa de lugar com preposição, contrariando o uso normativo da língua culta.