Nos verbos regulares as formas do infinitivo pessoal e do futuro do subjuntivo são idênticas; assinale a frase em que a forma sublinhada exemplifica o futuro do subjuntivo.
- A)Saber escolher o tempo é saber economizar tempo.
"Escolher" está em infinitivo, funcionando como forma nominal, sem ideia de condição futura.
- B)Os que empregam mal seu tempo são os primeiros a se queixar de sua brevidade.
"Se queixar" está no infinitivo, introduzido por "a" na expressão "os primeiros a", e não expressa futuro do subjuntivo.
- C)Se chegar antes da hora, haverá tempo perdido.
"Chegar" está no futuro do subjuntivo, pois vem após "se" e indica uma hipótese futura.
- D)Esperar é desmentir o futuro.
"Esperar" é infinitivo com valor nominal, funcionando como sujeito da frase.
- E)Há menos por descobrir do que por inventar.
"Descobrir" está no infinitivo, integrado à locução "por descobrir", sem valor de futuro do subjuntivo.
Gabarito: C
O futuro do subjuntivo aparece quando a ação ainda é hipotética, futura, normalmente em orações iniciadas por "se", "quando", "assim que" e afins. Ele não descreve algo certo, mas algo que pode acontecer. Já o infinitivo pessoal costuma aparecer como forma nominal do verbo, muitas vezes com valor de ação abstrata, sem essa ideia de condição futura. Na prática, o truque é olhar o contexto. Se o verbo estiver numa estrutura condicional e indicar algo que vai acontecer depois, a chance de ser futuro do subjuntivo é grande. Em verbos regulares, a forma pode até parecer igual ao infinitivo pessoal, e aí a leitura do contexto é que manda no jogo. Na alternativa C, em "Se chegar antes da hora, haverá tempo perdido", o verbo "chegar" está depois de "se" e expressa uma hipótese futura. Não é um infinitivo com valor nominal; é uma condição: caso isso aconteça, o resultado será outro. Por isso, essa é a forma de futuro do subjuntivo. As outras alternativas mostram infinitivos com função nominal ou em locuções, sem esse valor condicional. A banca FGV gosta exatamente dessa armadilha: forma igual, função diferente. Quem lê só a palavra, sem olhar a oração, escorrega bonito.