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Português · FGV · 2024

Questão comentada de Português

“Na ata minuciosa empregam-se dois tipos de discurso. a) o discurso indireto, que é a fala do secretário, como relator dos fatos da reunião. A indicação dessa fala na ata é feita com travessão: – Procede-se à verificação de votação.” “– Votam “sim” as deputadas e os deputados...” b) o discurso direto, que é a reprodução da fala do presidente, dos deputados e convidados, no tempo verbal utilizado.” Todas as frases abaixo foram ditas por um hipotético deputado no plenário e foram reproduzidas em discurso indireto uma semana depois. Assinale a opção em que essa passagem do discurso direto para o indireto foi feita de forma adequada.

Gabarito: B

Na passagem do discurso direto para o indireto, voce precisa ajustar pronome, tempo verbal e, muitas vezes, os marcadores de tempo e lugar. A fala do deputado, dita no plenário e relatada uma semana depois, não pode ser repetida do mesmo jeitinho: o português “puxa” a referência para o momento da narração. Por isso, expressões como “eu”, “me”, “aqui”, “agora”, “amanhã” e “este” costumam mudar para formas compatíveis com a nova perspectiva: “ele”, “o”, “ali”, “naquele momento”, “no dia seguinte”, “aquele”. Além disso, o verbo pode recuar no tempo, principalmente quando a fala original está no pretérito e vira uma informação passada na narração. No gabarito B, isso foi feito corretamente. “A votação do projeto me impressionou pela rapidez” virou “Ele disse que a votação do projeto o impressionara pela rapidez”. Aqui, “me” passou para “o” e “impressionou” foi recuado para “impressionara”, mantendo a ideia de anterioridade em relação ao verbo dicendi (“disse”). Esse é o caminho clássico cobrado em prova: adaptar a fala ao ponto de vista do narrador, sem perder o sentido original. A FGV adora esse jogo de espelhos, especialmente com pronomes e tempos verbais.

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