Assinale a frase abaixo em que houve a substituição inadequada de uma oração adjetiva por um adjetivo.
- A)O silêncio é um amigo que nunca trai / fiel.
Correta, porque "que nunca trai" pode ser substituído por "fiel", mantendo o mesmo sentido.
- B)Um tolo que não diz uma palavra não se distingue do sábio que se cala / calado.
Correta, pois "que não diz uma palavra" e "que se cala" são ideias que podem ser resumidas por "calado".
- C)O mundo é um livro e aquele que não viaja, lê apenas uma página / paralisado.
Errada, porque "aquele que não viaja" não é necessariamente "paralisado"; houve mudança de sentido.
- D)Na arte só uma coisa importa: aquilo que não se pode explicar / inexplicável.
Correta, já que "aquilo que não se pode explicar" equivale exatamente a "inexplicável".
- E)O juiz de futebol é o único sujeito que rouba e sai protegido pela polícia / ladrão.
Correta, porque "que rouba" pode ser resumido por "ladrão", sem perda de sentido.
Gabarito: C
A questão explora a substituição de uma oração adjetiva por um adjetivo ou particípio. Isso é possível quando o adjetivo mantém, com naturalidade, o mesmo sentido da oração original. Em geral, a banca quer ver se voce percebe equivalência semântica, não apenas se a palavra "parece bonita" na frase. Veja a lógica: "um amigo que nunca trai" pode virar "fiel"; "o sábio que se cala" pode virar "calado"; "aquilo que não se pode explicar" pode virar "inexplicável". Tudo funciona porque o adjetivo resume bem a ideia da oração anterior. É uma troca de roupa sem mudar a pessoa. No item C, porém, "aquele que não viaja" foi trocado por "paralisado". E aqui a banca cobra precisão: "paralisado" significa imóvel, sem movimento, impedido de agir, o que não equivale a simplesmente não viajar. A pessoa pode não viajar por opção, por falta de dinheiro, por preguiça ou por medo, e nem por isso estará "paralisada". A substituição, portanto, altera o sentido e fica inadequada.