Comparando as palavras “vexame”, “exame” e “sexo”, verificamos que
- A)a letra X mostra dois fonemas distintos nas três palavras.
Errada: nas tres palavras o X nao mostra dois fonemas distintos; em “vexame” e “exame”, ele vale som de Z.
- B)o X apresenta equivalência, respectivamente, a CH, X e SS.
Errada: em “vexame” e “exame” o X nao corresponde a CH nem SS, e em “sexo” ele nao tem esse valor tambem.
- C)há um mesmo fonema nas duas últimas palavras.
Errada: “exame” e “sexo” nao compartilham o mesmo fonema do X, pois em “sexo” o X vale /ks/, e nao Z.
- D)em “sexo”, ocorre uma letra equivalente a dois fonemas.
Certa: em “sexo”, a letra X representa dois fonemas, /k/ e /s/.
- E)no uso de X ocorrem dois fonemas em “vexame”.
Errada: em “vexame” o X nao corresponde a dois fonemas; ele tem apenas o som de Z.
Gabarito: D
Na fonologia, a letra nem sempre corresponde a um unico fonema. O X e uma verdadeira “camaleoa” da escrita portuguesa: pode representar som de Z, de S, de CH, de CS, entre outros, dependendo da palavra. Por isso, em questoes de concurso, voce precisa olhar a pronunciacao real, e nao apenas a grafia bonita no papel. Aqui, em “vexame”, o X tem som de Z: ve-zame. Em “exame”, o X tambem tem som de Z: e-zame. Ja em “sexo”, o X nao vale um som so: ele representa o encontro de dois fonemas, /k/ + /s/, que aparecem na pronuncia se-kso. E justamente por isso o gabarito e a letra D. Em outras palavras, a banca quer saber se voce identifica quando uma unica letra “carrega” dois sons. Isso acontece em “sexo”, onde o X vale /ks/. E importante notar que, nas duas primeiras palavras, o X nao tem esse comportamento: ele vale apenas um fonema, o de Z.