Pela situação textual de cada fragmento a seguir, pode-se inferir a profissão do personagem; assinale a opção em que a indicação dessa profissão é inadequada.
- A)Carolina está sozinha na sala. Ela pega o lápis vermelho da correção de textos. O quadro-negro está apagado e as cestas de lixo esvaziadas. / faxineira de uma escola.
Errada, porque os elementos do fragmento apontam para ambiente e atividade de professor, não para a função de faxineira.
- B)Joana observava as cartas que ia retirando do baralho, uma a uma, cuidadosamente; dizia à consulente o que a carta lhe mostrava e via a preocupação no rosto dela. / cartomante.
Certa, pois cartas, consulente e interpretação do que a carta mostra caracterizam a cartomante.
- C)O dia inteiro a mesma coisa: recebia uma conta e dinheiro para pagá-la. Procurava sempre ter troco suficiente, caso contrário haveria reclamações. / caixa.
Certa, já que receber pagamento, contar dinheiro e dar troco são tarefas típicas de caixa.
- D)Colocava os copos sobre a mesa e servia a bebida. Os pratos e os talheres já estavam dispostos sobre a toalha, na frente de cada cliente. / garçom.
Certa, porque servir bebidas e organizar mesa com pratos e talheres descreve o trabalho de garçom.
- E)Observava os jogadores de perto, correndo como eles. Às vezes interrompia o jogo por algum problema, exigindo sempre respeito pelas suas decisões. / juiz de futebol.
Certa, pois observar os jogadores de perto, correr com eles e interromper o jogo com decisões remete ao juiz de futebol.
Gabarito: A
A questão trabalha inferência textual: você lê as pistas do fragmento e identifica qual profissão faz mais sentido. Aqui, o segredo é olhar os objetos, as ações e o cenário, porque a banca não diz a profissão de modo direto, ela deixa você montar o quebra-cabeça. Em vários itens, a linguagem do fragmento aponta claramente para a função exercida: cartas e consulente remetem à cartomante, dinheiro e troco sugerem caixa, servir bebida e organizar mesa lembram garçom, e controlar o jogo indica juiz de futebol. Tudo se encaixa como peça de dominó. O problema está na alternativa A. O texto fala em lápis vermelho de correção de textos, quadro-negro e cestas de lixo esvaziadas, sinais típicos de uma sala de aula e da rotina de professor, não de faxineira. A faxineira pode até circular pela escola, mas não é ela quem corrige textos nem usa o lápis vermelho como instrumento de trabalho. Em prova da FGV, vale sempre essa leitura fina do contexto: a profissão correta é a que corresponde ao conjunto das pistas, e não a uma associação solta por causa de um único elemento. Aqui, o cenário escolar derruba a indicação de A.