Imagine que você deve redigir um texto sobre o desemprego no país. Assinale a frase que não estaria adequada à exploração desse tema.
- A)A tecnologia moderna extingue muitos empregos.
Está adequada, porque relaciona a tecnologia moderna à eliminação de postos de trabalho, tema diretamente ligado ao desemprego.
- B)Trabalhar com prazer é ganhar férias eternas.
Está inadequada, porque fala de prazer no trabalho e usa uma imagem de lazer, sem abordar o desemprego ou seus efeitos.
- C)As profissões estão mudando seu perfil.
Está adequada, pois a mudança no perfil das profissões é consequência típica das transformações do mercado de trabalho.
- D)É preciso selecionar convenientemente a profissão.
Está adequada, já que a escolha conveniente da profissão se relaciona com empregabilidade e inserção no mercado.
- E)Com o desemprego, aumentam os gastos sociais.
Está adequada, porque o desemprego costuma ampliar gastos sociais do Estado e da sociedade.
Gabarito: B
Quando o enunciado pede uma frase adequada para um texto sobre desemprego, você deve procurar ideias que conversem com o tema: perda de postos de trabalho, mudanças no mercado, custos sociais e necessidade de qualificação. Em prova de interpretação e produção textual, a banca costuma cobrar coesão temática, ou seja, a frase precisa “entrar no assunto” sem parecer uma plaquinha de propaganda de outro tema. Nesse caso, há alternativas que dialogam diretamente com o desemprego: tecnologia substituindo empregos, profissões mudando de perfil, escolha profissional e aumento de gastos sociais. Todas essas ideias ajudam a construir um texto argumentativo coerente sobre o problema. A frase do gabarito foge desse eixo porque fala de prazer no trabalho e de “férias eternas”, expressão que tem tom metáforico e até brincalhão, mas não trata do desemprego nem de suas consequências. Ela até pode funcionar em um texto sobre satisfação profissional, lazer ou ética do trabalho, mas não como apoio ao tema pedido. Portanto, o item incorreto é o que se afasta do campo semântico do desemprego. Em redação e interpretação, isso é o clássico: se o assunto é um, não adianta enfeitar com frase bonita que vai para outra praia.