Assinale a opção que apresenta o raciocínio que exemplifica o método indutivo.
- A)Aquele filme americano de ontem estava muito maçante; os filmes americanos não são o mesmo de outrora.
Certa, porque parte de um caso particular e faz uma generalização sobre os filmes americanos, caracterizando raciocínio indutivo.
- B)Todas as frutas dos supermercados são importadas, daí que os pêssegos estejam com esse preço.
Errada, porque parte de uma afirmação geral sobre frutas e aplica essa regra aos pêssegos, o que é dedução.
- C)Os times paulistas trocam muito de treinador e o São Paulo não é exceção, como se viu ontem.
Errada, porque usa uma regra geral sobre os times paulistas para incluir o São Paulo como caso específico, raciocínio dedutivo.
- D)Em geral, os escritores franceses são muito cultos, daí que este livro seja muito instrutivo.
Errada, porque sai de uma generalização sobre escritores franceses para concluir algo sobre um livro específico, o que é dedução.
- E)Os automóveis japoneses são muito resistentes, por isso o meu nunca foi para a oficina.
Errada, porque a premissa geral sobre automóveis japoneses serve para explicar o caso do meu carro, então o raciocínio é dedutivo.
Gabarito: A
O método indutivo faz o caminho do particular para o geral: você observa um caso específico e, a partir dele, amplia a conclusão para uma regra ou impressão mais abrangente. É aquele raciocínio de "vi um exemplo, então formulei uma generalização". Em provas, a banca costuma misturar isso com dedução, então vale ficar atento ao sentido da seta mental: do caso concreto para a ideia geral, é indução; da regra geral para o caso concreto, é dedução. Na alternativa A, isso aparece com clareza: o enunciado parte de um filme americano específico, visto como maçante, e daí conclui que os filmes americanos, em geral, não são como antes. Ou seja, um exemplo isolado serve de base para uma generalização. Isso é exatamente o coração do raciocínio indutivo. As demais alternativas fazem o caminho inverso ou usam uma regra geral para explicar um caso particular. Nelas, a conclusão nasce de uma premissa ampla e desce para um exemplo concreto, o que não caracteriza indução. Em linguagem de concurso, é o velho truque da banca: trocar o "um caso me mostrou" por "a regra já estava pronta". Não há aqui uma discussão de fundamento legal, porque o tema é lógica textual e raciocínio argumentativo, não norma jurídica. O ponto central é reconhecer a direção do argumento, que a FGV adora cobrar com enunciados curtos e comparações bem parecidas.