Foram feitas modificações nas frases abaixo, substituindo os segmentos destacados por um só termo de valor equivalente. Assinale a frase em que isso foi feito adequadamente.
- A)A mesa da sala estava com o tampo sem polimento / liso.
Errada: “liso” não reproduz com precisão a ideia de “sem polimento” neste contexto, pois a equivalência semântica não é exata.
- B)Livros com imagens atraem mais leitores / imaginativos
Errada: “imaginativos” se refere a quem tem imaginação, não a livros com imagens.
- C)As flores sem perfume são menos apreciadas / odoríferas.
Errada: “odoríferas” significa que exalam odor, e não o contrário de “sem perfume”.
- D)Uma pessoa sem pudor é sempre malvista / impudica.
Certa: “impudica” equivale a “sem pudor”, mantendo exatamente o sentido da expressão original.
- E)Terreno sem água não é bom para plantio.
Errada: “sem água” exige um termo ligado à secura ou aridez, e não uma equivalência direta com a forma apresentada.
Gabarito: D
A questão cobra vocabulário e equivalência de sentido: o trecho destacado deve ser trocado por uma única palavra que conserve a ideia original. Em prova da FGV, isso costuma aparecer como teste de precisão lexical, então não basta a palavra “parecida”: ela precisa bater com o sentido exato da expressão. Na alternativa correta, “uma pessoa sem pudor” corresponde a “impudica”. Aqui, “impudico” significa sem pudor, sem decoro, com falta de recato. Ou seja, a substituição mantém o valor semântico do enunciado sem escorregar para um sinônimo apenas aproximado. As demais opções falham porque trocam sentido por aparência. Por exemplo, “liso” não equivale a “sem polimento” em todos os contextos, “imaginativos” não significa “livros com imagens”, “odoríferas” quer dizer que exalam cheiro, e não o contrário, e “sem água” pede um termo ligado à aridez, não a uma definição genérica qualquer. Em resumo: a banca quer precisão cirúrgica, não chute vocabular.