Assinale a frase em que a linguagem empregada é integralmente formal.
- A)Em alguns casos, a gente poderia tachar os juros de assalto.
Errada, porque "a gente" e a expressão "tachar os juros de assalto" marcam linguagem informal e coloquial.
- B)Bom de briga é aquele que cai fora.
Errada, pois "bom de briga" e "cai fora" são expressões populares e de forte tom coloquial.
- C)Lidere, siga ou saia do caminho.
Certa, porque usa vocabulário neutro, estrutura direta e não apresenta gírias nem marcas de oralidade.
- D)Estou me lixando para o cliente.
Errada, já que "estou me lixando" é expressão vulgar e claramente informal.
- E)Depois que saí do Banco Central, fiquei pensando onde um cara como eu poderia usar todo o seu potencial
Errada, porque "um cara como eu" e "todo o seu potencial" misturam coloquialismo com construção pouco cuidada para linguagem formal.
Gabarito: C
A questão cobra linguagem formal, isto é, a que evita gírias, expressões coloquiais e construções muito informais. Em prova de Português, basta observar o registro: se a frase soa como conversa de bar, ela já caiu fora da formalidade. Aqui, a banca quer a opção em que o texto mantém padrão culto do início ao fim. A alternativa correta é a letra C: "Lidere, siga ou saia do caminho." O vocabulário é neutro, a construção é direta e imperativa, sem gírias, sem marcas de oralidade e sem informalismos. É uma frase curta, objetiva e perfeitamente compatível com linguagem formal, inclusive em contexto institucional ou motivacional. Nas demais alternativas aparecem marcas claras de coloquialidade. "A gente", "bom de briga", "cair fora", "se lixando" e "cara" são expressões típicas de fala informal. Em questões da FGV, isso costuma ser decisivo: não basta a frase fazer sentido, ela precisa respeitar o registro exigido. Então, o truque aqui é simples: procure a frase que não escorrega para a linguagem do cotidiano despojado. A letra C é a única que passa ilesa por esse filtro.