Muitas palavras portuguesas mostram o prefixo A- sem qualquer valor semântico, sendo equivalentes ao mesmo vocábulo sem esse prefixo. Assinale a palavra a seguir que exemplifica esse A protético.
- A)amostrar
Certa: é forma com a protético, pois corresponde a "mostrar" sem mudança de sentido.
- B)abraçar
Errada: "abraçar" não é simples variante de "raçar"; o a inicial integra a formação da palavra.
- C)atenuar
Errada: "atenuar" tem prefixo/estrutura lexical própria, não um a protético equivalente a uma forma sem a.
- D)aguardar
Errada: "aguardar" não resulta de uma forma comum sem o a com o mesmo valor semântico.
- E)aparar
Errada: "aparar" não é caso de a protético, porque o a faz parte da palavra, não é acréscimo sem valor.
Gabarito: A
O chamado A protético é um a inicial que apareceu por costume histórico da língua, sem acrescentar sentido novo à palavra. Em outras palavras, ele está ali mais por tradição fonética e histórica do que por significado. Por isso, o teste da banca costuma ser simples: tire o a inicial e veja se sobra uma palavra normal do português com o mesmo sentido básico. Na questão, "amostrar" vem de "mostrar", apenas com esse a inicial sem valor semântico. É o caso clássico de a protético: o prefixo não muda o sentido, não intensifica, não nega e não cria ideia nova. Ele funciona como um enfeite histórico da palavra, não como um prefixo produtivo de formação de vocábulos. Já as outras alternativas não seguem essa lógica. Em geral, elas são palavras em que o a inicial faz parte da estrutura lexical ou de um prefixo real, e não de um a protético equivalente à forma sem o a. Então, quando a banca fala em "mesmo vocábulo sem esse prefixo", ela quer exatamente esse tipo de relação histórica e semântica entre as formas. Em resumo: se a palavra com a inicial pode ser reduzida a uma forma sem a, com o mesmo valor básico, você está diante de a protético. Aqui, isso acontece com "amostrar", que corresponde a "mostrar".