Assinale a frase em que se emprega corretamente o acento grave indicativo da crase.
- A)Sempre se escreve à história erradamente. Por isso precisa ser reescrita sem cessar.
Errada, porque em "à história" a crase não se justifica nessa construção afirmativa genérica, além de a frase estar mal formulada do ponto de vista normativo.
- B)A história é um cavalo que galopa atravessando à janela, e você deve decidir se saltará para montá-lo ou não.
Errada, porque "à janela" indica apenas direção em contexto que não exige essa estrutura craseada, e a construção não está adequada ao uso normativo.
- C)O momento que estamos vivendo pertence igualmente à todos, mas o que passou não é mais nosso.
Errada, porque não há crase antes de pronome indefinido em "à todos"; o correto seria "a todos".
- D)Viver a aventura é encontrar o caminho de volta ao silêncio e à quietude de mil anos atrás.
Certa, porque há a fusão da preposição "a" com o artigo feminino de "quietude", formando "à quietude".
- E)Tempo não é dinheiro. Mas à alguns o dinheiro rouba o tempo e a outros o tempo rouba o dinheiro.
Errada, porque não se usa crase antes de "alguns", já que não há artigo feminino para formar a fusão.
Gabarito: D
A crase aparece quando há fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com pronomes demonstrativos que admitam essa combinação. Na prática, o acento grave é o sinalzinho que mostra essa junção e evita confusão na leitura. O erro mais comum é usar crase antes de palavra masculina, verbo, pronomes pessoais e em expressões em que não existe artigo feminino para se juntar à preposição. Na alternativa D, a expressão "à quietude" está correta porque o verbo ou a ideia anterior pede a preposição "a" e o substantivo feminino "quietude" admite artigo definido feminino "a": fica, então, "a + a = à". Além disso, a locução temporal "de mil anos atrás" não interfere na crase, porque o acento está ligado a "quietude". As demais alternativas escorregam em situações clássicas: crase antes de palavra que não aceita artigo, antes de pronome indefinido, ou em sequência mal construída como "à todos". A FGV costuma cobrar justamente esse olhar de gramática aplicada ao contexto, sem truque mágico: você precisa verificar se há preposição e se o termo seguinte pede artigo feminino. Regra prática útil: se você conseguir trocar o termo feminino por um masculino equivalente e aparecer "ao", a crase costuma ser possível. Se a troca não fizer sentido, é sinal de alerta. Aqui, "à quietude" passa no teste e por isso o gabarito é D.