Assinale a frase em que há erro na forma do subjuntivo.
- A)É necessário que releiamos o capítulo do livro.
Certa, porque “é necessário que” exige verbo no subjuntivo, e “releiamos” está corretamente flexionado.
- B)Torna-se urgente que você reveja a matéria.
Certa, porque a ideia de urgência pede subjuntivo, e “reveja” está adequado à construção.
- C)É provável que o livro não caiba na estante.
Certa, porque “é provável que” normalmente atrai subjuntivo, e “caiba” está bem empregado.
- D)É possível que vamos lá mais tarde.
Errada, porque após “é possível que” o verbo deve vir no subjuntivo, e “vamos” ficou no indicativo.
- E)Fica impossível que viajamos no final de semana.
Errada, porque depois de “fica impossível que” o verbo da subordinada deve aparecer no subjuntivo, não no indicativo.
Gabarito: E
O modo subjuntivo aparece quando a frase traz ideia de dúvida, possibilidade, necessidade, სურვ? No português do dia a dia, ele costuma surgir depois de expressões como “é necessário que”, “é provável que”, “torna-se urgente que” e similares. Nesses casos, a oração seguinte pede verbo no subjuntivo porque o fato não é tratado como certo, mas como desejado, hipotético ou esperado. Na questão, as alternativas A, B e C estão corretas porque mantêm essa lógica: “releiamos”, “reveja” e “caiba” estão no subjuntivo, acompanhando bem o sentido de necessidade, urgência e probabilidade. Já a alternativa D escorrega feio: após “é possível que”, o verbo também deveria vir no subjuntivo, pois a construção indica possibilidade, não certeza. O gabarito é a letra E porque “Fica impossível que viajamos no final de semana” usa “viajamos” no indicativo, mas a estrutura pede subjuntivo: o correto seria algo como “Fica impossível que viajemos no final de semana”. Aqui, “impossível” marca um juízo de valor e a oração subordinada depende dele, então o verbo não pode ficar no indicativo. Regra prática para concurso: se a frase principal vier com ideia de necessidade, dúvida, hipótese, possibilidade ou avaliação, desconfie do indicativo na oração seguinte. A banca FGV gosta justamente dessa troca entre sentido da frase e forma verbal, então vale ler a frase inteira antes de bater o martelo.