Todas as frases abaixo mostram a estrutura de uma definição, mas a única que corresponde, de fato, a uma definição, é:
- A)O meio ambiente é tudo que não sou eu.
Errada, porque transforma o meio ambiente em uma frase subjetiva e filosófica, não em uma definição objetiva.
- B)A natureza é um imenso dicionário.
Errada, porque trata a natureza como metáfora de um dicionário, usando linguagem figurada, não conceitual.
- C)Os rios são caminhos que marcham por si sós.
Errada, porque há personificação e imagem poética nos rios como caminhos que marcham.
- D)O pavão de hoje é o espanador de amanhã.
Errada, porque é uma comparação metafórica sobre transformação, sem definir de fato o que o termo significa.
- E)A natureza é o mundo material em que vive o ser humano.
Certa, porque apresenta uma definição objetiva e direta da natureza, sem imagem poética ou comparação.
Gabarito: E
A questão cobra a diferença entre definição de verdade e frase apenas figurada. Definir é dizer o que algo é, com sentido objetivo e preciso, sem depender de imagem poética ou comparação. Em prova, isso costuma aparecer como uma armadilha elegante: a frase parece correta, mas na prática só cria uma metáfora. As alternativas A, B, C e D brincam com linguagem poética: elas sugerem imagens, associações e efeitos de estilo, mas não delimitam o conceito. Já a alternativa E faz exatamente o que uma definição faz: apresenta a natureza como o mundo material em que o ser humano vive. Isso dá contorno conceitual, com clareza e objetividade. Na lógica da interpretação de texto, você deve perguntar: a frase explica o sentido de um termo ou só o compara com outra coisa? Se houver comparação, personificação ou imagem literária, provavelmente não é definição. Aqui, a banca quer que você reconheça esse detalhe finíssimo entre linguagem denotativa e linguagem conotativa. Por isso o gabarito é a letra E: ela é a única frase que não depende de figura de linguagem para funcionar. Ela afirma diretamente o significado do termo, do jeito que uma definição deve fazer.