“É preferível um bom nome a muitas riquezas e uma boa graça a prata e ouro.” Assinale a opção em que o verbo preferir apresenta uma construção adequada.
- A)Prefiro mais cinema do que teatro.
Errada, porque "preferir" não deve vir com "mais" e nem com "do que" nessa construção.
- B)Prefiro cinema do que teatro.
Errada, porque a regência padrão de "preferir" é "preferir algo a algo", não "do que".
- C)Prefiro antes cinema do que teatro.
Errada, porque "antes" é inútil e a estrutura "prefiro antes... do que" não segue a norma culta.
- D)Prefiro cinema a teatro.
Certa, porque "preferir" exige a construção comparativa "X a Y", exatamente como em "Prefiro cinema a teatro".
- E)Prefiro mais cinema a teatro.
Errada, porque repete a ideia de comparação com "mais" e ainda usa a preposição correta, deixando a frase híbrida e inadequada.
Gabarito: D
O verbo "preferir" pede uma construção comparativa fixa: quem prefere, prefere uma coisa a outra. Em português-padrão, o padrão mais cobrado é "preferir X a Y". Ou seja, nada de reforços como "mais", nem de troca por "do que" quando o verbo já traz a ideia de comparação. A lógica é simples: "preferir" já significa escolher uma opção em detrimento de outra. Por isso, dizer "prefiro mais" vira repetição desnecessária, quase um empurrãozinho no óbvio. E "do que" costuma aparecer em comparações com outros verbos ou adjetivos, mas não é a regência clássica de "preferir". Na frase da questão, o verbo está bem encaixado em "Prefiro cinema a teatro." Aqui há o paralelismo esperado: um termo comparado com outro, ligado pela preposição "a". É a forma consagrada pela norma-padrão e a que a banca costuma cobrar em questões de regência verbal. Em resumo: com "preferir", pense em "X a Y". Se aparecer "mais", "antes" ou "do que", desconfie: geralmente a frase ficou com cara de fala espontânea, mas não de língua formal de prova.