Assinale a frase em que houve troca indevida entre eu/mim.
- A)Para eu votar na oposição era preciso mudarem o candidato.
Certa: "eu" é sujeito de "votar", verbo no infinitivo, então a construção está adequada.
- B)Para mim ficar satisfeito com o resultado, faltava pouco.
Errada: "mim" não pode ser sujeito de "ficar"; como há infinitivo, o correto é "eu".
- C)Para mim, ficar de fora da festa foi terrível.
Certa: "Para mim" funciona como complemento preposicionado, e a oração infinitiva está bem construída.
- D)Para eu ficar feliz, bastava ela vir à festa.
Certa: "eu" é o sujeito de "ficar", ligado ao infinitivo depois de "para".
- E)Para mim, a situação estava difícil.
Certa: "Para mim" está correto porque vem depois da preposição e não exerce função de sujeito.
Gabarito: B
A escolha entre "eu" e "mim" depende da função na frase. "Eu" é sujeito do verbo: aparece quando você pratica a ação, como em "eu vou", "eu quero", "eu ficar". Já "mim" é pronome oblíquo tônico, usado depois de preposição e sem exercer função de sujeito: "para mim", "de mim", "comigo". A regra prática é simples: se o pronome estiver ligado a um verbo no infinitivo e for quem vai realizar a ação, a forma correta costuma ser "eu"; se vier só depois de preposição, sem ser sujeito, usa-se "mim". Na alternativa B, houve troca indevida: em "Para mim ficar satisfeito com o resultado, faltava pouco", o verbo "ficar" está no infinitivo e o sujeito dele é o próprio pronome. Como "mim" não pode funcionar como sujeito, o correto é "Para eu ficar satisfeito com o resultado, faltava pouco". É o clássico erro de colocar "mim" onde a frase pede um sujeito. Gramáticas normativas, como as tradicionais de Cegalla e Bechara, registram exatamente essa distinção entre sujeito e complemento preposicionado. As demais alternativas estão corretas porque usam "eu" quando o pronome é sujeito do infinitivo ou "mim" quando está apenas após preposição. A banca FGV gosta muito desse tipo de armadilha, misturando posição na frase com função sintática. Se você enxergar o verbo no infinitivo e perceber quem vai praticar a ação, metade da dúvida some na hora.