Entre as frases abaixo, assinale a que está integralmente expressa em linguagem formal.
- A)Não tem bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe.
Errada, porque traz a construção popular "não tem", típica da oralidade, em vez da formulação mais formal esperada pela norma-padrão.
- B)A gente come o que tem e não o que quer.
Errada, porque o uso de "a gente" é coloquial e afasta a frase da linguagem formal exigida pela questão.
- C)Os turistas tiveram aqui todo o verão.
Errada, porque a colocação de "aqui" após "tiveram" soa pouco natural na norma culta escrita e compromete a formalidade da frase.
- D)Meus pais tudo fizeram para mim estudar.
Errada, porque "meus pais tudo fizeram" apresenta estrutura popular e não segue o padrão formal de concordância e colocação esperado.
- E)Um pássaro voando vale mais que dois na gaiola.
Certa, porque a frase tem vocabulário neutro, estrutura proverbial bem formada e está integralmente compatível com a linguagem formal.
Gabarito: E
A questão cobra linguagem formal, isto é, a construção que respeita a norma-padrão e evita marcas típicas da oralidade, de coloquialismo ou de estruturas populares. Em provas da FGV, a ideia costuma ser simples: procure a frase que poderia entrar num texto escrito formal sem causar estranhamento gramatical. Na frase correta, a construção é totalmente compatível com a norma culta: há paralelismo, vocabulário neutro e ausência de marcas de informalidade. O sentido é proverbial e a estrutura sintática está bem montada, sem desvio de regência, concordância ou colocação pronominal. As outras alternativas tropeçam em traços de linguagem menos formal. Em uma, aparece forma popular de negação; em outra, o uso de "a gente" afasta a redação da norma mais formal; em outra, há colocação pronominal inadequada para o padrão escrito; e, em mais uma, a construção é sem dúvida compreensível, mas carrega tom proverbial mais próximo da fala corrente do que de uma formulação estritamente normativa. Então, o acerto está na frase que mantém vocabulário culto e estrutura impecável. Em prova, pense assim: formalidade não é só "parecer bonita" - é obedecer à gramática padrão e fugir de marcas de oralidade. É a velha regra de concurso: quem escreve como texto de edital não entra em armadilha de fala coloquial.