A leitura, qualquer que seja a sua modalidade, traz uma série de benefícios; entre esses, aquele que ultrapassa o limite do benefício individualista do próprio leitor, é
- A)a ampliação do repertório cultural.
Errada, porque ampliar repertório cultural é um ganho importante, mas ainda é um efeito mais individual da leitura.
- B)o desenvolvimento da capacidade interpretativa.
Errada, porque desenvolver a capacidade interpretativa melhora o leitor, porém não ultrapassa o plano pessoal.
- C)o estímulo da imaginação e da consciência crítica.
Errada, porque imaginação e consciência crítica são benefícios reais, mas continuam centrados no sujeito leitor.
- D)a aprendizado de técnicas textuais.
Errada, porque aprender técnicas textuais é um efeito formativo da leitura, não um benefício social direto.
- E)a interação social por meio dos temas lidos.
Certa, porque os temas lidos podem gerar conversa, troca de ideias e convivência, alcançando a dimensão social da leitura.
Gabarito: E
A questão explora uma ideia clássica sobre os efeitos da leitura: alguns benefícios são mais internos, ligados ao próprio leitor, enquanto outros ultrapassam esse círculo e alcançam a convivência em sociedade. Em provas da FGV, isso costuma aparecer com uma frase mais ampla e com uma alternativa que mistura leitura com efeito social, para ver se voce percebe o alcance do texto. Ler amplia vocabulário, repertório, imaginação, capacidade crítica e interpretação. Tudo isso é verdadeiro, mas ainda fica, em regra, no plano do desenvolvimento pessoal. O enunciado pede justamente o benefício que vai além do leitor isolado, isto é, aquele que se projeta para a vida em comum. Por isso, o gabarito é a letra E. Quando voce lê e passa a conversar sobre temas, ideias e visões de mundo, a leitura deixa de ser só uma atividade individual e vira ponte de interação social. Há até base doutrinária muito conhecida na área de leitura e letramento: a leitura é prática social, não apenas decodificação de palavras. Em outras palavras, o texto entra na vida e a vida entra no texto. Então, a sacada é esta: não basta pensar no que a leitura faz dentro da cabeça de quem lê. A banca quer o efeito de circulação do conteúdo lido entre pessoas, isto é, a interação social gerada pelos temas discutidos. É esse ganho que ultrapassa o benefício individualista.