“Crianças e loucos dizem a verdade.” Esse provérbio critica a
- A)velhice.
Errada: o provérbio não faz crítica à velhice, mas ao comportamento social falso e dissimulado.
- B)hipocrisia.
Certa: a ideia central é a crítica à hipocrisia, isto é, à distância entre o que se pensa e o que se diz.
- C)ignorância.
Errada: ignorância não é o alvo do provérbio; a oposição é entre franqueza e falsidade.
- D)maldade.
Errada: o ditado não trata de maldade, e sim da sinceridade involuntária de quem fala sem filtros.
- E)sinceridade.
Errada: sinceridade é justamente a ideia associada a crianças e loucos no provérbio, não aquilo que ele critica.
Gabarito: B
Esse provérbio parte de uma ideia bem conhecida: crianças e pessoas sem filtros dizem o que pensam, sem maquiagem social. Já o adulto, em regra, aprende a esconder o que sente, a adaptar o discurso e, muitas vezes, a fingir cordialidade. É aí que mora a crítica do ditado: ele aponta para a hipocrisia, isto é, para a diferença entre o que a pessoa pensa e o que ela mostra. Na leitura de provérbios, a banca costuma cobrar o sentido implícito, e não a palavra que aparece literalmente. Aqui, o foco não está em elogiar a sinceridade das crianças, mas em ironizar a sociedade adulta, que muitas vezes troca a verdade por conveniência. Por isso, o gabarito é a letra B. O provérbio critica o comportamento falso, dissimulado, de quem não fala a verdade de forma direta. Em linguagem simples: criança fala sem filtro, louco também, e o resto do mundo vive de filtro e pose.