Na linguagem popular aparecem várias formas de superlativo. Assinale a opção em que não aparece uma dessas formas.
- A)Esse sujeito é rico mesmo!
Correta como exemplo de superlativo popular, porque "rico mesmo" intensifica a qualidade de ser rico.
- B)Ela, quando solteira, era pobre pra burro!
Correta como exemplo de superlativo popular, pois "pobre pra burro" é uma expressão coloquial de forte intensificação.
- C)Ele era tão elegante quanto o grego Onassis.
Errada, porque "tão elegante quanto" expressa comparação de igualdade, e não superlativo.
- D)Meu primo chegou elegantão à festa.
Correta como exemplo de superlativo popular, já que "elegantão" funciona como forma enfática de intensificação.
Gabarito: C
A questão trata de superlativo, isto é, da forma usada para intensificar uma qualidade ao máximo ou de maneira bem forte. Na linguagem popular, isso aparece com jeitos bem expressivos: "rico mesmo", "pobre pra burro", "elegantão", e por aí vai. Em provas, a banca gosta de misturar superlativo com comparação, porque os dois podem soar parecidos no ouvido apressado. Na alternativa correta, o ponto-chave é que "tão elegante quanto" não é superlativo. Aqui há uma comparação de igualdade: a pessoa foi colocada no mesmo nível de elegância de Onassis. Ou seja, não se diz que ela é muito elegante, nem a mais elegante de todas, apenas que tem a mesma medida de elegância que outra referência. Já as outras opções trazem intensificação clara, típica da fala popular. "Rico mesmo" reforça a qualidade, "pobre pra burro" exagera a pobreza de forma expressiva, e "elegantão" usa sufixo aumentativo para marcar intensificação, não tamanho literal. Em português, isso é bem comum na oralidade e aparece bastante em questões da FGV. Resumo de prova: superlativo popular costuma vir em construções enfáticas, com sufixos, advérbios ou expressões idiomáticas. Se houver comparação com "como", "quanto" ou "tão... quanto", desconfie: aí normalmente não há superlativo, e sim comparação.