Assinale a frase a seguir que mostra erro na conjugação verbal.
- A)Dizei sempre a verdade; não dizei mentiras.
Errada: "não dizei" está incorreto, porque o imperativo negativo exige "não digais".
- B)Cumpre teus deveres e dormirás tranquilo.
Certa: "cumpre" está adequado como forma imperativa e a conjugação está correta no contexto.
- C)Fazei sempre o que deveis fazer.
Certa: "fazei" é forma correta do imperativo de "fazer" para a 2ª pessoa do plural.
- D)Esqueceu a pasta, mas a reouve no final do dia
Certa: "reouve" é forma correta do pretérito perfeito de "reaver".
Gabarito: A
A questão cobra conjugação verbal, e o ponto principal aqui é o imperativo. Em português, o imperativo afirmativo e o imperativo negativo seguem caminhos diferentes: no negativo, você usa a forma do presente do subjuntivo. Por isso, depois de "não", a forma correta não é "dizei", mas "digais". Na frase A, o primeiro "Dizei" está correto, porque é o imperativo afirmativo de "dizer" para a 2ª pessoa do plural. O erro aparece no segundo verbo: "não dizei" quebra a regra, porque a negação pede "não digais". Em outras palavras, a frase mistura duas lógicas diferentes na mesma construção. As demais alternativas estão de acordo com a norma-padrão. "Cumpre", "fazei" e "reouve" são formas verbais corretas no contexto. Em prova de concurso, a FGV gosta desse tipo de armadilha: uma forma parece antiga ou pouco usada, mas está certa; a errada costuma estar escondida justamente onde a frase parece mais natural. Resumo prático: no imperativo afirmativo, você usa uma forma; no negativo, troca para o subjuntivo. É a clássica diferença ensinada pela gramática normativa, como em Celso Cunha e Lindley Cintra, e é o tipo de detalhe que a banca adora cobrar.