Dois amigos diplomatas encontraram-se no balcão de um bar, antes de chegar ao Ministério. Tendo em vista o conhecimento das variações linguísticas, a forma mais conveniente de cumprimento inicial seria:
- A)Bom dia! Como é que vai?
Correta: é uma saudação cortês, natural e compatível com um encontro informal entre conhecidos, sem excesso de solenidade.
- B)Bom dia! Como estamos?
Errada: "como estamos?" soa impessoal e menos adequada como cumprimento inicial nesse contexto.
- C)Bom dia! O senhor, como vai?
Errada: "o senhor" é formal demais e cria uma distância desnecessária para a situação descrita.
- D)Bom dia! Como vai, Vossa Excelência?
Errada: "Vossa Excelência" é tratamento cerimonioso demais e inadequado para um cumprimento casual no bar.
- E)Bom dia! Como está Vossa Senhoria?
Errada: "Vossa Senhoria" também é formalidade excessiva para esse momento de conversa inicial.
Gabarito: A
A questão mistura variação linguística com tratamento formal. Em Português, a escolha da saudação e do pronome depende da situação comunicativa, do grau de formalidade e da relação entre os interlocutores. Aqui, apesar de serem diplomatas, o encontro aconteceu de modo informal, no balcão de um bar, antes de chegarem ao Ministério. Isso puxa a fala para um registro cortês, mas não excessivamente cerimonioso. Por isso, a forma mais conveniente é uma saudação simples e natural, com tratamento em terceira pessoa, mas sem títulos pomposos. "Bom dia! Como é que vai?" funciona bem porque mantém a polidez e combina com a conversa inicial entre conhecidos em contexto social comum. É uma fórmula respeitosa, sem soar engessada. As outras opções exageram no formalismo ou ficam artificiais para a situação. Em prova da FGV, vale muito essa leitura do contexto: não basta o cargo da pessoa, é preciso observar onde a fala acontece e qual é o grau de distância social naquele momento.