Assinale a frase que é expressa sem qualquer redundância, ou seja, emprego desnecessário de palavras.
- A)Existe um só sucesso: ser capaz de viver a sua vida do seu próprio jeito.
Errada, porque “viver a sua vida” e “do seu próprio jeito” trazem reforço desnecessário de ideia de posse e modo.
- B)A loja fora montada com esforço e sua primeira inauguração se daria brevemente.
Errada, porque “inauguração” já pressupõe a primeira vez, tornando “primeira inauguração” redundante.
- C)Entre todas as nações foram os gregos aqueles que de forma mais bela sonharam o sonho da vida.
Errada, porque “sonharam o sonho” repete a mesma ideia com palavras diferentes, configurando pleonasmo vicioso.
- D)Quem é tão firme de caráter que não pode ser seduzido?
Certa, porque a frase é direta e não repete a mesma informação com palavras inúteis.
- E)Os caçadores, em função do perigo, tinham conseguido um abrigo protegido contra as feras.
Errada, porque “abrigo protegido” repete a noção de proteção, o que cria redundância.
Gabarito: D
A questão cobra um cuidado clássico de interpretação e redação: evitar redundâncias, isto é, repetir a mesma ideia com palavras diferentes sem necessidade. Em prova, a banca costuma olhar se a frase está “enxuta” ou se há expressões que só fazem volume, como um abraço em dobro para a mesma informação. Redundância aparece em construções como “subir para cima”, “entrar para dentro”, “há muitos anos atrás” e “abrigo protegido”, porque a segunda palavra repete o sentido da primeira. A ideia é escrever com precisão e economia, sem enfeitar o texto com repetição involuntária. Na alternativa D, a frase “Quem é tão firme de caráter que não pode ser seduzido?” está sem sobra de palavras. Cada elemento acrescenta informação nova: a pergunta é sobre uma pessoa de caráter firme, e isso justifica a impossibilidade de ser seduzida. Não há repetição de sentido nem expressão dispensável. As demais alternativas trazem algum tipo de reforço desnecessário, como “seu próprio jeito”, “primeira inauguração”, “sonharam o sonho” e “abrigo protegido”, que acabam dizendo a mesma coisa duas vezes. Em questões da FGV, vale sempre desconfiar do texto bonito demais: às vezes a elegância está justamente na economia.