Em todas as frases abaixo foi sublinhado um adjetivo; a frase em que esse adjetivo foi substituído por uma locução adequada, é:
- A)O hábito é o grande guia da vida humana / da humanidade;
Errada: "da humanidade" não equivale bem a "humana", pois altera a construção e o sentido da expressão.
- B)O casamento é o túmulo do amor, mas do amor louca, do amor sensual / de sensibilidade;
Errada: "de sensibilidade" não substitui corretamente "sensual", porque os sentidos são diferentes.
- C)Um rico matrimônio é comparável ao batismo pela prontidão com que apaga toda mácula anterior / de antigamente;
Errada: "de antigamente" não corresponde ao valor de "anterior", além de soar inadequada na frase.
- D)A propriedade enobrece a posse, assim como o matrimônio enobrece o prazer físico / do corpo;
Certa: "do corpo" é locução adjetiva que substitui adequadamente o adjetivo "físico".
- E)Onze anos de vida conjugal exaurem a conversa / de amantes.
Errada: "de amantes" não corresponde ao adjetivo sublinhado e não reproduz o mesmo valor semântico.
Gabarito: D
Locução adjetiva é a expressão formada, em geral, por preposição + substantivo, que funciona como adjetivo e substitui um termo adjetival. Em prova, a banca gosta de testar se voce percebe não só a gramática, mas também se a substituição manteve o sentido original da frase. Nem toda expressão com preposição serve: ela precisa equivaler ao adjetivo sublinhado. Nesta questão, a ideia era trocar o adjetivo por uma locução adjetiva adequada. O ponto-chave é o valor semântico: a locução deve conservar o mesmo sentido do adjetivo, sem mudar a imagem da frase. Se a frase fala de algo relativo ao corpo, por exemplo, a locução natural é justamente aquela que remete ao corpo. O gabarito é a letra D porque "prazer físico" pode ser reescrito como "prazer do corpo". Aqui, "físico" funciona como adjetivo e a locução "do corpo" cumpre exatamente a mesma função de caracterizar o substantivo "prazer". É a troca clássica de adjetivo por locução adjetiva, com equivalência de sentido. Nas outras alternativas, a locução proposta não preserva bem o valor do adjetivo sublinhado, ou fica semanticamente inadequada. Em concursos, a regra prática é simples: se a locução não soa natural e equivalente ao adjetivo, desconfie. Gramática também gosta de bom senso, esse velho fiscal silencioso.