Assinale a frase em que houve troca indevida entre todo/todo o.
- A)A festa se estendia por todo dia.
Errada, porque “por todo dia” não expressa corretamente a duração integral de um dia específico; o esperado é “por todo o dia”.
- B)Ele ligava para o hospital todo dia.
Certa, porque “todo dia” indica habitualidade, isto é, diariamente.
- C)Todos os dias havia festa na cidade.
Certa, porque “todos os dias” também expressa rotina e repetição diária.
- D)Todo o dia havia estouros de foguetes.
Certa, porque “todo o dia” indica a totalidade de um dia inteiro.
- E)Todo dia havia comemorações do grande feito.
Certa, porque “todo dia” é forma usual e correta para indicar frequência diária.
Gabarito: A
A dúvida aqui é entre “todo” e “todo o”. A diferença é simples: “todo” costuma significar “cada, inteiro em sentido geral”, enquanto “todo o” reforça a ideia de totalidade de um período ou de um conjunto específico. Em provas, a banca gosta de cobrar esse detalhe porque, em língua padrão, a escolha muda o valor semântico da frase. Quando você diz “todo dia”, a ideia é de habitualidade: em qualquer dia, diariamente. Já “todo o dia” aponta para a extensão completa de um dia específico, como quem diz “durante o dia inteiro”. Ou seja: não é só uma questão de estilo, é uma diferença real de sentido. Por isso, a frase da alternativa A ficou indevida. “A festa se estendia por todo dia” soa como se a festa ocupasse cada dia, e não a duração inteira de um dia determinado. O natural, para expressar duração contínua em um dia específico, seria “por todo o dia”. As gramáticas normativas tratam essa distinção como uso consagrado: “todo o” para totalidade determinada e “todo” para valor distributivo ou habitual. A FGV adora esse tipo de cobrança fina, em que a frase até parece correta à primeira vista, mas derrapa no valor semântico.