Em todas as frases abaixo houve a passagem de uma oração desenvolvida para uma oração reduzida; a opção em que essa passagem foi feita de forma correta, é:
- A)É impossível que não modernizemos nossa fábrica / É impossível não modernizarmos nossa fábrica;
Correta: "que não modernizemos nossa fábrica" foi convertida adequadamente para o infinitivo pessoal "não modernizarmos nossa fábrica".
- B)É provável que exista vida em outros planetas / É provável a existência de vida em outros planetas;
Errada: "a existência de vida" não reproduz com fidelidade a oração reduzida, porque troca a estrutura verbal por um substantivo e altera a forma pedida.
- C)Vê-se claramente que o ato foi corajoso / Vê-se claramente a coragem do ato;
Errada: "a coragem do ato" não equivale corretamente a "que o ato foi corajoso", pois houve mudança de sentido e de estrutura sintática.
- D)Seria útil que nos modificassem os projetos / Seria útil modificarmo-nos o projeto;
Errada: "modificarmo-nos o projeto" está mal construído, com problema de regência e de concordância na passagem para a forma reduzida.
- E)Basta que toda a turma coopere / Basta toda a turma cooperando.
Errada: "toda a turma cooperando" é gerúndio, mas a equivalência com "que toda a turma coopere" não foi feita de modo correto.
Gabarito: A
A passagem de uma oração desenvolvida para uma reduzida acontece quando a forma verbal finita, geralmente introduzida por "que", é trocada por uma forma nominal: infinitivo, gerúndio ou particípio. Em geral, a reduzida conserva o sentido da desenvolvida, mas muda a estrutura da frase. É uma daquelas trocas em que a gramática faz economia de palavras sem perder o recado. No caso da letra A, a oração "que não modernizemos nossa fábrica" foi corretamente convertida em infinitivo pessoal: "não modernizarmos nossa fábrica". Note que o verbo vai para o infinitivo e mantém a ideia de sujeito expresso na desinência verbal, com valor equivalente ao da oração original. A regência e o sentido se preservam, então a transformação está bem feita. As demais alternativas erram porque alteram demais a estrutura ou a relação sintática. Em questão de oração reduzida, não basta cortar palavras: é preciso conservar a mesma função e o mesmo sentido da oração desenvolvida. Quando a forma reduzida muda o complemento, troca o núcleo verbal por substantivo sem equivalência ou embaralha a concordância, a frase sai da trilha. Em resumo: oração desenvolvida costuma ter verbo em forma finita, ligada por conjunção; oração reduzida aparece com verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio, sem conectivo expresso. Aqui, a banca cobra justamente essa equivalência estrutural.