A frase abaixo em que a transformação da oração sublinhada em um termo nominalizado foi feita de forma adequada, é:
- A)Quando a infância morre, seus cadáveres são chamados de adultos./Após a morte da infância...
Certa: "Quando a infância morre" foi corretamente nominalizada em "Após a morte da infância", com preservação do sentido temporal.
- B)Quando nós planejamos para a posteridade, devemos lembrar que a virtude não é hereditária. / Numa planificação posterior...
Errada: "planear" não vira "planificação" nesse contexto de forma natural e "Numa planificação posterior" altera o sentido da frase.
- C)Quando um homem percebe que seu pai talvez estivesse certo, ele usualmente tem um filho que pensa que ele está errado./ a provável certeza de seu pai...
Errada: a expressão "a provável certeza de seu pai" não corresponde à ideia de "percebe que seu pai talvez estivesse certo" e distorce o enunciado.
- D)Quando dou uma mensagem, não escrevo um livro, vou ao correio./Na doação de uma mensagem...
Errada: "Na doação de uma mensagem" é inadequado, porque "dou uma mensagem" não se nominaliza naturalmente por "doação".
- E)Quando prevejo uma nova viagem, já começo a arrumar as malas./Na provisão de uma nova viagem...
Errada: "Na provisão de uma nova viagem" não reproduz a ideia de "prevejo" e ainda usa um substantivo de sentido impróprio.
Gabarito: A
A questão cobra a passagem de uma oração para um termo nominalizado, isto é, transformar a ideia verbal em um substantivo ou expressão de valor nominal. Em prova de sintaxe, isso costuma aparecer como substituição de uma oração introduzida por "quando", "se", "porque" etc. por uma forma mais condensada, mantendo o sentido básico da frase. O segredo é não trocar só a estrutura, mas também preservar a relação de sentido. Se a oração original fala de um fato temporal, causal ou condicional, a versão nominalizada precisa continuar dizendo a mesma coisa, sem inventar outra ideia. Na alternativa A, "Quando a infância morre" foi bem convertida em "Após a morte da infância". Aqui, a oração temporal foi reduzida a um sintagma nominal com o substantivo "morte", mantendo a noção de posterioridade. A construção ficou natural e fiel ao sentido original. As demais opções tropeçam justamente nisso: ou criam um substantivo que não corresponde ao verbo original, ou montam uma expressão artificial, pouco idiomática, ou ainda mudam o sentido da frase. Em prova da FGV, isso é clássico: ela testa se você sabe nominalizar sem fazer malabarismo semântico.