A frase abaixo que foi pluralizada de forma correta, é:
- A)Precisa-se de mais uma semana de folga / Precisam-se de mais semanas de folga;
Errada: "precisar de" é verbo transitivo indireto, então o "se" não é apassivador e o verbo não vai para o plural assim.
- B)Descobriu-se a razão da greve dos operários / Descobriu-se as razões das greves dos operários;
Errada: se houvesse pluralização correta, seria "descobriram-se as razões", porque o verbo concordaria com o sujeito plural.
- C)Não se crê em príncipe encantado / Não se creem em príncipes encantados;
Errada: "crer em" é transitivo indireto, então o verbo deve ficar no singular, mesmo com o complemento no plural.
- D)Formulou-se uma nova teoria sobre esse tema / Formularam-se novas teorias sobre esse tema;
Certa: "formular" é transitivo direto, o "se" é apassivador e o verbo concorda com o sujeito plural, ficando "formularam-se".
- E)Necessita-se de mais encomenda / Necessitam-se de mais encomendas.
Errada: "necessitar de" é transitivo indireto, logo a construção não admite essa concordância no plural.
Gabarito: D
A questão cobra a famosa dança do "se": às vezes ele funciona como partícula apassivadora, às vezes como índice de indeterminação do sujeito. Se o verbo for transitivo direto, dá para formar a voz passiva sintética e, aí, o verbo concorda com o sujeito paciente: "vende-se casa" / "vendem-se casas". Já com verbo transitivo indireto, o "se" costuma indicar sujeito indeterminado, e o verbo fica no singular: "precisa-se de funcionários", "não se crê em milagre". O truque é olhar a regência do verbo. Em "formulou-se uma nova teoria", o verbo "formular" admite objeto direto, então o "se" é apassivador. Com o núcleo do sujeito no plural, a concordância fica obrigatória: "formularam-se novas teorias sobre esse tema". É por isso que a alternativa D está correta: ela mantém a mesma estrutura sintática e faz a concordância de forma adequada na pluralização. Em prova, a FGV adora testar se você enxerga que nem todo "se" manda o verbo concordar - às vezes ele só disfarça o sujeito.