Um dos itens do programa de Língua Portuguesa é a utilização correta do acento grave indicativo da crase. Assinale a frase em que esse acento é optativo.
- A)Respondi à tua carta ontem.
Correta, porque antes do possessivo feminino "tua" a crase e facultativa, podendo aparecer ou nao sem erro.
- B)Ela se candidatou à professora da turma.
Errada, porque a construcao com "candidatar-se" nao pede crase nessa forma, e a frase ainda fica semanticamente estranha.
- C)Pratiquei esses atos às claras.
Errada, porque em "às claras" a crase e obrigatoria por se tratar de locucao adverbial feminina fixa.
- D)A mulher decidiu dar à luz ao filho.
Errada, porque "dar à luz" ja e expressao fixa, e a estrutura apresentada traz uso inadequado do artigo depois da locucao.
- E)As palavras dele me soaram à brincadeira.
Errada, porque em "à brincadeira" a crase e obrigatoria, ja que a expressao funciona como locucao adverbial feminina.
Gabarito: A
A crase aparece quando a preposicao "a" se encontra com o artigo feminino "a" ou com pronomes que admitem esse encontro. O caso mais cobrado em prova e o da possessiva feminina: diante de pronomes como "tua", "sua", "minha", o uso do acento grave pode ser opcional, porque o artigo antes desses pronomes tambem pode aparecer ou nao. Assim, tanto "respondi a tua carta" quanto "respondi à tua carta" podem ocorrer na norma culta. Na pratica, a banca quer que voce perceba a diferenca entre crase obrigatoria, proibida e facultativa. Em expressões fixas, locucoes adverbiais femininas e casos de regencia que exigem "a" + artigo feminino, a crase costuma ser obrigatoria. Ja diante de possessivos femininos, a escrita pode variar conforme a escolha do falante, sem erro de gramatica. Por isso, o gabarito e a letra A: em "Respondi à tua carta ontem", o acento grave e optativo. Se voce retirar o acento, a frase continua correta, porque o possessivo "tua" admite artigo facultativo. Em provas, isso costuma aparecer justamente para testar se voce sabe que nem toda crase e obrigatoria. Uma regra tradicional da gramatica normativa, consagrada em manuais como os de Celso Cunha e Evanildo Bechara, e que a crase e facultativa antes de pronomes possessivos femininos, especialmente no singular. A FGV gosta bastante desse tipo de sutileza, sem fazer barulho, mas cobrando precisão.