Todas as opções a seguir trazem fragmentos textuais retirados de jornais conhecidos. Assinale a opção que apresenta o fragmento que traz exemplo de linguagem coloquial.
- A)O Flamengo, que teve um jogador expulso, deve recorrer ao STJD.
É um trecho jornalístico comum e neutro, sem marca clara de coloquialidade.
- B)Com o advento do novo governo, a legislação econômica sobre o teto de gastos deve sofrer modificações.
O vocabulário é formal e técnico, com expressão típica de texto político-econômico.
- C)Os moradores de algumas comunidades cariocas estão sendo obrigados a fazerem papel de espiões para os traficantes.
A frase é informal em parte, mas o trecho não traz uma marca lexical tão evidente de coloquialismo quanto a alternativa correta.
- D)Os candidatos a prefeito de São Paulo fizeram ontem à noite mais um debate político, mas não atraíram grande número de ouvintes.
O texto é claro e corrente, porém segue registro jornalístico padrão, sem gíria, expressão popular ou tom conversado.
- E)De olho em novos negócios, algumas empresas estão organizando uma feira internacional de eletrodomésticos.
Correta: "de olho em" é expressão coloquial, usada no sentido de "interessado em" ou "atento a", com tom mais espontâneo.
Gabarito: E
Linguagem coloquial é a forma de falar mais espontânea e próxima da conversa do dia a dia. Ela aparece com expressões menos formais, vocabulário mais leve e construções que soam naturais no uso cotidiano, mesmo quando estão em textos jornalísticos. Em concursos, a banca costuma misturar esse registro com frases que parecem apenas simples, mas ainda são formais. Aqui, o ponto decisivo está em identificar marcas de informalidade lexical. A expressão "de olho em" é bem típica da linguagem coloquial, porque significa algo como "atento a" ou "interessado em", mas com tom mais conversado e menos solene. Jornal pode até usar esse tipo de expressão, mas ela continua sendo um bom exemplo de coloquialismo. As demais alternativas mantêm um tom mais neutro, técnico ou jornalístico, sem esse sabor de conversa cotidiana. Elas podem ser claras e diretas, mas não trazem a mesma marca expressiva de informalidade. Por isso, o gabarito é a letra E. Em provas da FGV, vale lembrar: linguagem coloquial não é necessariamente erro gramatical, e sim escolha de registro. A palavra-chave é o efeito de naturalidade e proximidade com a fala comum.