As opções a seguir apresentam frases que se apoiam basicamente num dos sentidos humanos. Assinale aquela em que há a indicação adequada do sentido predominante no texto.
- A)A paciência é amarga, mas seu fruto é doce / olfato.
Errada, porque a frase é uma metáfora sobre paciência e resultado, sem indicação predominante de olfato.
- B)Os raios de sol não queimam enquanto não estão focados / tato.
Certa, porque a ideia de os raios de sol “queimarem” remete à sensação física de calor, associada ao tato.
- C)Se deseja atingir o ponto mais alto, comece pelo mais baixo / audição.
Errada, porque a frase é figurada e não se apoia predominantemente na audição.
- D)Algumas pessoas quando ouvem um eco, pensam que deram origem ao som / visão.
Errada, porque o foco está na interpretação do eco, mas a indicação de visão não é o sentido predominante do enunciado.
Gabarito: B
A questão trabalha a associação entre linguagem e sentidos humanos: a banca quer que você perceba qual sensação predomina na frase. Em geral, isso aparece quando o texto sugere visão, audição, tato, paladar ou olfato por meio de palavras ou imagens bem marcadas. Aqui, não basta a frase “parecer bonita”; é preciso identificar qual sentido é realmente acionado pela ideia central. Na alternativa B, a imagem dos “raios de sol” que “queimam” quando estão “focados” remete principalmente ao tato, porque a sensação destacada é a de calor e queimação na pele. O verbo “queimar” conversa com a percepção corporal do calor, que é sentida fisicamente. Ou seja, a frase se apoia na experiência tátil, não em um sentido de percepção visual ou auditiva. As outras opções escorregam justamente porque apontam para outro sentido ou fazem uma associação menos adequada. Em provas da FGV, essa troca de sentido costuma ser a pegadinha clássica: o candidato lê a frase de modo intuitivo, mas marca um sentido que não é o dominante. A dica é sempre perguntar: qual é a sensação principal evocada pela frase? Então, o gabarito é B porque a expressão destaca a sensação de calor/queimação, isto é, o tato. Mesmo sem citar teoria complicada, a lógica é simples: se a frase faz você “sentir na pele”, o caminho é o tato.