Em todas as frases abaixo há uma expressão sublinhada após o verbo da frase; a opção em que a pluralização dessa expressão modifica o verbo inicial, é:
- A)Vai haver muita discussão sobre esse novo projeto;
Errada: "haver" com sentido de existir é impessoal e permanece no singular, então pluralizar "muita discussão" não altera o verbo.
- B)Jamais poderá existir coisa igual;
Certa: "existir" concorda com o sujeito "coisa igual", então, ao pluralizar a expressão, o verbo também vai para o plural.
- C)Não deveria haver tal assalto durante o dia;
Errada: "haver" no sentido de existir continua impessoal, logo a pluralização da expressão não muda o verbo.
- D)Faz um ano que voltamos da Europa;
Errada: "fazer" indicando tempo decorrido é impessoal, então "um ano" no singular ou no plural não altera o verbo.
- E)Já vai fazer uma semana que a tragédia ocorreu.
Errada: "fazer" com valor de tempo também é impessoal, por isso a mudança de "uma semana" para o plural não mexe no verbo.
Gabarito: B
A questão explora concordância verbal com verbos impessoais, principalmente "haver" no sentido de existir e "fazer" indicando tempo decorrido. Nesses casos, o verbo fica no singular porque não há sujeito. Então, quando você mexe na expressão depois do verbo, isso nem sempre arrasta o verbo junto. Às vezes a frase muda no plural, mas o verbo continua quietinho no singular, como quem não quer problema com a gramática. O ponto-chave é perceber se o verbo seguinte é impessoal ou se ele concorda com um sujeito de verdade. Em "Jamais poderá existir coisa igual", o verbo principal é "existir", que concorda com o sujeito "coisa igual". Se essa expressão vai para o plural, o verbo também deve ir: "Jamais poderão existir coisas iguais". Aqui, portanto, a pluralização da expressão modifica o verbo inicial. Já em frases com "haver" no sentido de existir e com "fazer" indicando tempo, a regra é outra: o verbo permanece no singular, mesmo que a expressão seguinte mude de número. É o clássico da concordância que a banca adora cobrar como armadilha, porque parece simples, mas exige olhar para a função sintática, não para o tamanho da expressão. Em resumo: quando o verbo é impessoal, ele não varia; quando há sujeito, a troca para o plural pode puxar o verbo junto. Por isso o gabarito é a alternativa B.