No livro bíblico do Eclesiastes, está presente a seguinte afirmação: “Quem fica olhando o vento jamais semeará, quem fica olhando as nuvens jamais ceifará”. Essa afirmação expressa o seguinte:
- A)a contemplação da natureza é essencial para a vida humana.
Errada, porque o foco do trecho não é valorizar a contemplação da natureza, e sim criticar a espera passiva.
- B)o trabalho é fundamental para a sobrevivência.
Errada, porque a frase fala mais da necessidade de agir do que do trabalho como meio de sobrevivência.
- C)o pensamento deve levar o homem à ação.
Certa, porque o texto mostra que pensar e planejar só fazem sentido quando conduzem à ação.
- D)a ação é mais importante que o pensamento.
Errada, porque o enunciado não opõe ação e pensamento, mas critica o pensamento sem desdobramento prático.
- E)o agir é sempre precedido do sonhar.
Errada, porque o texto não trata do sonho como etapa necessária, e sim da paralisia de quem apenas espera.
Gabarito: C
A frase do Eclesiastes usa uma imagem bem simples e forte: quem fica apenas observando o vento e as nuvens nunca sai do lugar. Em outras palavras, se a pessoa só hesita, calcula demais ou espera o momento perfeito, ela acaba não fazendo nada. A sabedoria do trecho está em mostrar que a reflexão é importante, mas ela precisa desembocar em atitude. No contexto da interpretação de texto, a banca quer que você perceba a ideia central do provérbio, e não apenas uma leitura literal das palavras "vento" e "nuvens". Aqui, o texto critica a paralisia causada pela indecisão. O ponto não é elogiar o trabalho em si, nem dizer que sonhar é ruim, mas mostrar que pensar sem agir não produz resultado. Por isso, o gabarito é a letra C. O pensamento deve levar o homem à ação: refletir, planejar e decidir são etapas que fazem sentido quando servem para impulsionar o fazer. A mensagem bíblica é prática e direta, como costuma acontecer em provérbios e textos sapienciais. Então, se você viu uma oposição entre ficar só contemplando e efetivamente agir, matou a charada. Em prova da FGV, muitas vezes a resposta está nessa passagem do abstrato para o concreto: o texto não quer uma filosofia bonita, quer um comportamento efetivo.