“Um asno será sempre um asno, mesmo se o cobrires de ouro”. A ideia central dessa frase é a de que
- A)os animais nunca deixarão de ser animais.
Errada, porque a frase não quer dizer apenas que animais continuam sendo animais, mas que a aparência externa não altera a essência.
- B)os seres menores costumam apresentar-se como maiores.
Errada, pois não há ideia de superioridade, aparência de grandeza ou disfarce social na frase.
- C)a riqueza não deve ser desperdiçada.
Errada, porque o foco não é o uso do ouro nem qualquer crítica ao desperdício de riqueza.
- D)muda-se a aparência, mas não a essência.
Certa, pois expressa exatamente a ideia de que a aparência pode mudar, mas a natureza essencial permanece a mesma.
- E)homens e animais se equiparam.
Errada, porque a frase não equipara homens e animais; ela usa o asno como imagem para reforçar uma ideia de essência fixa.
Gabarito: D
A frase trabalha com ideia de essência e aparência. O enunciado diz que, mesmo coberto de ouro, o asno continua sendo asno. Em outras palavras, mudar a aparência externa não transforma a natureza de algo ou de alguém. É uma lição simples, mas bem afiada: enfeite não vira essência, e fachada não muda conteúdo. Em questões de interpretação, a FGV gosta muito de cobrar exatamente esse tipo de leitura figurada. Você precisa captar o sentido global da frase, e não se prender ao sentido literal de "asno" ou de "ouro". Aqui, "asno" funciona como símbolo de alguém que continua sendo o que é, apesar de qualquer revestimento bonito. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela resume com precisão a mensagem central: muda-se a aparência, mas não a essência. A frase não fala de animais, de riqueza ou de comparação entre homens e bichos; fala de natureza interna versus aparência externa, uma oposição muito comum em provérbios e ditos populares.