Assinale a opção que não mostra marcas de oralidade na língua escrita.
- A)Quando é que o governo vai construir o hospital?
Errada, porque a construção "Quando é que" é bem coloquial e típica da oralidade.
- B)Talvez não fosse lá muito útil a transferência dos doentes.
Certa, porque a frase está em registro mais formal e não apresenta marcas fortes de fala espontânea.
- C)Isso é pura bobagem!
Errada, porque a exclamação com "pura bobagem" traz tom expressivo e conversacional.
- D)Nem sei quando ela volta e se volta!
Errada, porque a estrutura "Nem sei quando ela volta e se volta" é fragmentada e muito próxima da fala espontânea.
Gabarito: B
Marcas de oralidade são aquelas expressões que fazem o texto escrito parecer fala do dia a dia: construções mais soltas, perguntas diretas, interjeições, repetições, elipses e até coloquialismos mais evidentes. Em prova, a FGV costuma misturar isso com frases corretas na norma-padrão, então vale olhar menos para o assunto e mais para o jeito de dizer. A escrita formal tende a organizar melhor a frase e evitar aquele tom de conversa apressada. Na alternativa B, a frase é construída com bastante controle da norma-padrão: "Talvez não fosse lá muito útil a transferência dos doentes." Há um modalizador de dúvida em registro adequado, sem entonação de fala espontânea, sem interrogação, sem exclamação e sem marcas fortes de conversa cotidiana. Ou seja, a frase pode até soar simples, mas não soa oralizada. Já as demais alternativas trazem sinais bem mais claros de fala: pergunta direta e cotidiana em A, exclamação enfática em C e estrutura truncada e coloquial em D. Por isso, o gabarito é B. Em resumo: a questão pede a opção mais escrita, mais limpa e menos "conversa de corredor".