Nas frases a seguir foram feitas modificações de modo a mudar o adjetivo da primeira frase para substantivo na segunda. Assinale a opção em que essa modificação é inadequada.
- A)A afirmação categórica / a categorização da afirmação.
Inadequada, porque “categórica” indica algo firme ou absoluto, enquanto “categorização” significa classificação, mudando o sentido original.
- B)Uma frase prolixa / a prolixidade da frase.
Correta, pois “prolixa” corresponde a “prolixidade”, substantivo que expressa a qualidade de ser prolixo.
- C)Uma apresentação brilhante / o brilhantismo da apresentação.
Correta, porque “brilhante” se converte adequadamente em “brilhantismo”, substantivo ligado à qualidade de brilho ou genialidade.
- D)A cor opaca / a opacidade da cor.
Correta, já que “opaca” gera “opacidade”, substantivo que nomeia a qualidade de ser opaco.
- E)O céu escuro / a escuridão do céu.
Correta, pois “escuro” pode ser substantivado em “escuridão”, mantendo a ideia de ausência de luz.
Gabarito: A
Aqui a banca trabalha com um processo bem comum de formação de palavras: transformar um adjetivo em substantivo por meio de derivação sufixal ou de um substantivo abstrato que represente a qualidade indicada pelo adjetivo. Em outras palavras, o foco é ver se o novo substantivo realmente conserva o sentido do adjetivo original, só mudando a classe gramatical. Nos pares corretos, isso acontece de modo natural: “prolixa” vira “prolixidade”, “brilhante” vira “brilhantismo”, “opaca” vira “opacidade” e “escuro” vira “escuridão”. Em todos esses casos, o substantivo nomeia a qualidade expressa pelo adjetivo. É o tipo de transformação que a língua aceita sem fazer careta. O problema da letra A é semântico: “afirmação categórica” não se converte adequadamente em “a categorização da afirmação”. “Categórica” significa firme, absoluta, decisiva; já “categorização” é o ato de classificar em categorias. Ou seja, houve troca de sentido, não apenas mudança de classe gramatical. Por isso, a modificação é inadequada. Em provas de morfologia da FGV, fique atento porque a banca gosta de testar não só a forma da palavra, mas também o sentido resultante da transformação. Se a palavra nova não preservar a ideia original, a alteração está errada, mesmo que pareça elegante no papel.