“Como turista, ao perguntar ao guarda sobre que caminho devia seguir naquela cidade desconhecida, ele me disse: – Só não vá pela direita, pois é local perigoso!” Nesse caso, o argumento do guarda se apoia
- A)em sua credibilidade.
Correta: o conselho se apoia na credibilidade do guarda, que fala como quem conhece a cidade.
- B)na intimidação do turista.
Errada: não há ameaça nem coerção ao turista, apenas uma orientação sobre o caminho.
- C)na atração pelo perigo.
Errada: o texto não usa o perigo como algo atraente, mas como motivo para evitar o trajeto.
- D)numa generalização excessiva.
Errada: não se trata de concluir algo amplo sobre toda a cidade, e sim sobre uma área específica.
- E)no desconhecimento do turista.
Errada: o foco não é a ignorância do turista, mas a confiança na informação dada pelo guarda.
Gabarito: A
A questão trabalha um tipo clássico de argumento: aquele que convence porque quem fala parece confiável, experiente ou autorizado. Em textos e falas do dia a dia, isso aparece quando a pessoa não apresenta uma prova técnica ou um raciocínio complicado, mas faz você aceitar a orientação porque ela vem de alguém com aparente autoridade sobre o assunto. Aqui, o guarda orienta o turista com base na própria posição e no conhecimento local. Ou seja, ele fala como quem conhece a cidade e pode ser ouvido como fonte segura. Esse é o famoso argumento de credibilidade, ligado ao ethos: a força da fala vem da imagem de confiança de quem enuncia. Perceba que ele não está intimidando o turista nem tentando seduzir pelo perigo. Também não está generalizando a cidade inteira, mas apenas indicando uma área específica que, segundo sua avaliação, é perigosa. O ponto central é a confiança na fala do guarda, não uma prova objetiva apresentada na hora. Em provas da FGV, vale ficar atento a isso: muitas vezes a banca troca o tipo de argumento por efeitos secundários da fala. Aqui, o que sustenta a orientação é a autoridade prática de quem conhece o lugar, e por isso o gabarito é a alternativa A.