Assinale a opção em que só há emprego de linguagem lógica (não figurada).
- A)Um comerciante deve ter uma máscara e não tirá-la jamais.
Errada, porque “ter uma máscara” e “não tirá-la jamais” são imagens figuradas, indicando disfarce ou postura social, e não um objeto real.
- B)Toda empresa precisa ter gente que erra, que não tem medo de errar e que aprende com o erro.
Certa, porque a frase é literal e objetiva, sem metáfora ou comparação, apenas afirmando uma ideia sobre aprendizagem no erro.
- C)Quem não levar dinheiro na carteira, que ponha mel nos lábios.
Errada, porque “ponha mel nos lábios” é linguagem figurada, sugerindo palavras doces, sedução ou suavização do discurso.
- D)Dinheiro é o melhor cosmético.
Errada, porque “dinheiro é o melhor cosmético” é metáfora pura, associando dinheiro a beleza ou aparência de forma simbólica.
Gabarito: B
A questão cobra a diferença entre linguagem lógica e linguagem figurada. A linguagem lógica é a que diz exatamente o que quer dizer, sem metáforas, comparações indiretas ou imagens. Já a figurada aparece quando a frase “empresta” sentido a uma palavra para produzir efeito expressivo, como metáfora, simbolismo ou sugestão. Na prova, a banca quer que você identifique a frase em que as palavras estão no sentido direto, literal, sem enfeite literário. É aquele texto que fala de forma objetiva, como quem vai direto ao ponto. Parece simples, mas a FGV gosta de misturar frases com imagens bem discretas para ver se você escorrega. A opção B é a correta porque traz uma afirmação direta e racional: empresas precisam de pessoas que erram, não têm medo de errar e aprendem com o erro. Não há metáfora, comparação ou sentido simbólico; o enunciado está totalmente no plano literal. É linguagem de ideia, não de imagem. Já as outras alternativas usam expressões figuradas: máscara, mel nos lábios e cosmético não estão sendo usados de maneira literal. O truque da questão é perceber que, para ser lógica, a frase não pode depender de imagem para fazer sentido. Em termos de interpretação textual, a FGV costuma cobrar muito essa leitura fina entre literalidade e figura de linguagem.