“Observei as coisas no laboratório do cientista: alguns objetos estranhos enchiam os armários; as mesas estavam cobertas de anotações misteriosas e havia anotações matemáticas no quadro-negro”. Nesse caso, a descrição feita mostra o seguinte problema do observador:
- A)o desconhecimento daquele mundo.
Certa, porque o observador entende que está diante de um ambiente cujos objetos e signos ele não conhece.
- B)o posicionamento de onde observava as coisas.
Errada, porque o problema não está no ponto de vista físico de onde ele observa.
- C)a distância entre ele e os objetos.
Errada, pois o texto não destaca afastamento espacial, e sim estranhamento diante do conteúdo observado.
- D)o desconforto de estar em lugar desconhecido.
Errada, já que o foco não é desconforto emocional, mas a falta de compreensão do ambiente.
- E)a falta de interesse sobre aquele universo científico.
Errada, porque o texto não indica desinteresse, e sim curiosidade/percepção de algo incompreensível para ele.
Gabarito: A
A questão explora um ponto clássico da interpretação: a descrição revela não apenas o que foi visto, mas principalmente o quanto o observador consegue compreender daquele ambiente. Quando alguém entra em um espaço carregado de sinais técnicos, símbolos e códigos próprios, a cena pode até ser visualmente clara, mas o sentido profundo continua fechado para quem não domina aquele universo. No trecho, o laboratório aparece com objetos estranhos, anotações misteriosas e fórmulas no quadro. Isso mostra que o observador percebe a aparência das चीजas, mas não entende o significado delas. Em outras palavras, o problema não é de visão, nem de distância física, nem de incômodo emocional: é de desconhecimento do universo científico retratado. Em provas da FGV, é comum que a banca use descrições para testar se voce distingue impressão sensorial de compreensão semântica. Aqui, o narrador está diante de um cenário que lhe parece enigmático porque ele não domina os códigos daquele espaço. Por isso, a alternativa correta é a que aponta o desconhecimento daquele mundo. A ideia central é simples: ver não é o mesmo que compreender. E é justamente essa diferença que o enunciado quer avaliar.